HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
Homem, 78 anos, está em acompanhamento com a clínica de urologia, por híperplasia prostática, benigna em programação de procedimento urológico. No pré-operatório realizou EAS e urocultura com crescimento de Klebisiela pneumonie. O paciente busca a emergência do hospital assustado. Qual orientação ele deve receber?
Bacteriúria assintomática em homem idoso → NÃO tratar rotineiramente, EXCETO antes de procedimentos urológicos com risco de sangramento ou instrumentação.
O paciente apresenta bacteriúria assintomática (sem sintomas de infecção urinária) por Klebsiella pneumoniae e está em programação para procedimento urológico. A bacteriúria assintomática em homens idosos geralmente não requer tratamento, exceto em situações específicas, como antes de procedimentos urológicos invasivos que podem causar sangramento ou instrumentação, para prevenir infecção pós-operatória. Portanto, a orientação correta é que o urologista indicará o tratamento antibiótico próximo ao procedimento.
A bacteriúria assintomática (BA) é definida pela presença de culturas de urina positivas em indivíduos sem sintomas de infecção do trato urinário (ITU). É uma condição comum, especialmente em mulheres idosas, pacientes com cateteres urinários e homens idosos com hiperplasia prostática benigna. A importância clínica reside em identificar as poucas situações em que o tratamento é benéfico, evitando o uso desnecessário de antibióticos e o consequente aumento da resistência antimicrobiana. A fisiopatologia da BA envolve a colonização do trato urinário por bactérias sem desencadear uma resposta inflamatória sintomática. O diagnóstico é feito por urocultura com contagem de colônias significativa (geralmente > 10^5 UFC/mL). A suspeita deve surgir em pacientes de risco que realizam exames de rotina ou pré-operatórios. É crucial diferenciar BA de ITU sintomática, que requer tratamento. O tratamento da BA é recomendado apenas em grupos específicos: gestantes (devido ao risco de pielonefrite e parto prematuro), pacientes antes de procedimentos urológicos invasivos com risco de sangramento ou instrumentação (para prevenir sepse e infecção pós-operatória), e, em alguns casos, receptores de transplante renal nos primeiros meses. Em homens idosos, como no caso da questão, a BA geralmente não é tratada, a menos que haja uma indicação específica como a programação de um procedimento urológico. O tratamento desnecessário pode levar à seleção de bactérias resistentes e efeitos adversos.
Bacteriúria assintomática é a presença de bactérias na urina em quantidades significativas sem sintomas de infecção urinária. Geralmente não requer tratamento, exceto em gestantes, antes de procedimentos urológicos invasivos com risco de sangramento ou instrumentação, e em alguns casos de transplante renal.
O tratamento rotineiro da bacteriúria assintomática em homens idosos não demonstrou benefício clínico e pode levar ao desenvolvimento de resistência antimicrobiana, efeitos adversos dos antibióticos e recorrência de infecções por patógenos mais resistentes.
Antes de procedimentos urológicos que envolvem instrumentação ou risco de sangramento, a bacteriúria assintomática deve ser tratada para prevenir infecções do trato urinário pós-operatórias, que podem ser graves e levar a sepse. O tratamento é profilático e direcionado ao agente isolado.
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