Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
O tratamento de bacteriúria assintomática
Bacteriúria assintomática → tratamento obrigatório em gestantes para prevenir complicações maternas e fetais.
A bacteriúria assintomática, embora geralmente não necessite de tratamento em outras populações, é uma condição que exige intervenção em gestantes devido ao risco aumentado de pielonefrite aguda, parto prematuro e baixo peso ao nascer. O rastreamento é feito por urocultura.
A bacteriúria assintomática é definida pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas (geralmente > 10^5 UFC/mL em duas amostras de urina de jato médio em mulheres ou uma amostra em homens, ou > 10^2 UFC/mL em amostra por cateter), sem sintomas de infecção do trato urinário (ITU). É uma condição comum, especialmente em mulheres, idosos e diabéticos, mas raramente requer tratamento, exceto em populações específicas. A fisiopatologia envolve a colonização bacteriana do trato urinário sem desencadear uma resposta inflamatória sintomática. O diagnóstico é feito exclusivamente por urocultura. É crucial suspeitar e rastrear em gestantes, pois a gravidez altera a fisiologia do trato urinário, aumentando o risco de progressão para pielonefrite, uma complicação grave para a mãe e o feto. O tratamento da bacteriúria assintomática é fortemente indicado em gestantes para prevenir pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Também é recomendado antes de procedimentos urológicos invasivos e em transplantados renais. O prognóstico é excelente com o tratamento adequado nas populações indicadas, mas a falha em tratar gestantes pode ter consequências sérias.
As principais indicações incluem gestantes, pacientes antes de procedimentos urológicos invasivos com risco de sangramento de mucosa, e transplantados renais. Em outras populações, como idosos e diabéticos, o tratamento geralmente não é recomendado.
Em gestantes, a bacteriúria assintomática aumenta significativamente o risco de desenvolver pielonefrite aguda, que pode levar a complicações graves como parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna. O tratamento previne essas complicações.
O rastreamento é realizado através de urocultura, geralmente no primeiro trimestre da gravidez (entre 12 e 16 semanas de gestação), ou na primeira consulta de pré-natal. Em caso de resultado positivo, o tratamento antibiótico é instituído.
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