SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022
No que se refere à bacteriúria assintomática na gravidez, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta: I – O seguimento das gestantes deve ser realizado com uroculturas semanais até o fim da gestação. II – A escolha do antibiótico deve ser orientada pelo antibiograma, com tratamento por 1 a 3 dias. III – Devido à alta resistência a ampicilina, o tratamento mais recomendado é com sulfametoxazol e trimetropin.
Bacteriúria assintomática na gravidez: rastreio 1º trimestre, tratamento curto (3-7 dias), ATB seguro e guiado por antibiograma.
A bacteriúria assintomática na gravidez deve ser rastreada no primeiro trimestre e tratada para prevenir pielonefrite. O tratamento não exige uroculturas semanais, dura 3 a 7 dias, e sulfametoxazol-trimetropim é contraindicado no 1º e 3º trimestres.
A bacteriúria assintomática é definida pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas (≥ 10^5 UFC/mL em urocultura de jato médio) sem sintomas de infecção do trato urinário. Na gravidez, sua prevalência é de 2% a 10% e, se não tratada, pode evoluir para pielonefrite em 20% a 40% dos casos, aumentando o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal. O rastreamento é recomendado universalmente para todas as gestantes no primeiro trimestre (entre 12 e 16 semanas de gestação) através de urocultura. O tratamento é sempre indicado, mesmo na ausência de sintomas, para erradicar a bactéria e prevenir a progressão para infecção sintomática. O tratamento geralmente dura de 3 a 7 dias, com a escolha do antibiótico baseada no antibiograma e na segurança para a gestante. Nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre), cefalexina, amoxicilina e fosfomicina são opções comuns. Sulfametoxazol-trimetropim é contraindicado no primeiro e terceiro trimestres. O seguimento com uroculturas de controle é recomendado após o tratamento, mas não semanalmente até o fim da gestação.
O rastreamento e tratamento são cruciais para prevenir complicações graves como pielonefrite aguda, parto prematuro e baixo peso ao nascer, que são mais comuns em gestantes com bacteriúria não tratada.
As opções de primeira linha incluem nitrofurantoína (evitar no termo), cefalexina, amoxicilina ou fosfomicina. A escolha deve ser guiada pelo antibiograma e segurança na gestação.
É contraindicado no primeiro trimestre pelo risco teratogênico (antagonista do folato) e no terceiro trimestre pelo risco de kernicterus no recém-nascido, devido à competição com a bilirrubrubina.
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