Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Gestante de 11 semanas, assintomática, faz exame de urina de rotina, observando-se o crescimento de Escherichia coli, 106 UFC/mL. Nesse momento, está indicado:
Bacteriúria assintomática em gestante (≥ 10^5 UFC/mL) → SEMPRE tratar, mesmo assintomática, para prevenir pielonefrite e parto prematuro.
A bacteriúria assintomática na gestação, definida pela presença de ≥ 10^5 UFC/mL de um mesmo uropatógeno em urocultura, deve ser tratada obrigatoriamente, mesmo na ausência de sintomas. Isso previne complicações graves como pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
A bacteriúria assintomática (BA) é a presença de bactérias na urina em quantidades significativas (≥ 10^5 UFC/mL) sem sintomas de infecção do trato urinário (ITU). Em gestantes, a BA é uma condição de alta prevalência e de grande importância clínica, pois, se não tratada, pode evoluir para pielonefrite aguda em 20-30% dos casos, aumentando o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e outras complicações materno-fetais. Por isso, o rastreamento com urocultura é recomendado para todas as gestantes no primeiro trimestre. A fisiopatologia da maior suscetibilidade à ITU na gestação envolve alterações anatômicas e fisiológicas, como a dilatação dos ureteres e da pelve renal (hidroureter e hidronefrose fisiológicos), diminuição do tônus da bexiga e aumento do volume vesical, que favorecem a estase urinária. Além disso, as alterações hormonais e a glicosúria podem promover o crescimento bacteriano. O principal agente etiológico é a Escherichia coli. O tratamento da bacteriúria assintomática na gestação é obrigatório e deve ser iniciado após a identificação do agente e sua sensibilidade. Antibióticos seguros e eficazes incluem cefalexina, amoxicilina, nitrofurantoína (evitar após 36 semanas) e fosfomicina. O tratamento geralmente dura de 3 a 7 dias, seguido de uma urocultura de controle para confirmar a erradicação da bactéria.
O diagnóstico é feito pela presença de ≥ 10^5 UFC/mL de um mesmo uropatógeno em urocultura, em uma gestante assintomática, geralmente coletada em amostra de jato médio.
O tratamento é essencial para prevenir a progressão para pielonefrite aguda, que pode levar a complicações maternas graves e desfechos adversos como parto prematuro e baixo peso ao nascer.
Antibióticos seguros incluem cefalexina, amoxicilina, nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre) e fosfomicina. A escolha depende da sensibilidade do uropatógeno e do trimestre gestacional.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo