INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma mulher com 20 anos de idade, com 10 semanas de gestação, retorna para consulta de pré-natal com exames de rotina. A urocultura apresentou crescimento bacteriano maior que 10⁵ UFC/mL (unidades formadoras de colônias por mL). A paciente relatou aumento da frequência urinária, entretanto negou sintomas como disúria, urgência miccional, noctúria, dor suprapúbica ou febre. Nesse caso, o diagnóstico e o tratamento antimicrobiano são, respectivamente,
Gestante + urocultura > 10⁵ UFC/mL + assintomática → bacteriúria assintomática, tratar com nitrofurantoína.
A bacteriúria assintomática na gestação é definida por uma urocultura positiva (> 10⁵ UFC/mL) sem sintomas urinários. É crucial tratá-la devido ao alto risco de evolução para pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer. A nitrofurantoína é uma opção segura e eficaz no primeiro e segundo trimestres.
A infecção do trato urinário (ITU) é a complicação bacteriana mais comum na gestação, afetando cerca de 10% das grávidas. A bacteriúria assintomática (BA) é a forma mais frequente, caracterizada pela presença de bactérias na urina sem sintomas. Sua importância clínica é imensa, pois, se não tratada, pode evoluir para pielonefrite, uma condição grave associada a parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna. A fisiopatologia da maior suscetibilidade a ITUs na gestação envolve alterações anatômicas e funcionais do trato urinário, como dilatação dos ureteres e bexiga, estase urinária e glicosúria, que favorecem o crescimento bacteriano. O diagnóstico da BA é feito por urocultura com crescimento bacteriano ≥ 10⁵ UFC/mL em duas amostras consecutivas ou em uma única amostra em mulheres sintomáticas. O rastreamento universal é recomendado no pré-natal, geralmente entre 12-16 semanas de gestação. O tratamento da bacteriúria assintomática na gestação é obrigatório e visa prevenir a progressão para pielonefrite e outras complicações. Antibióticos como nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre), amoxicilina e cefalexina são escolhas seguras e eficazes. A ciprofloxacina e outras quinolonas são contraindicadas na gestação devido a potenciais efeitos adversos no feto. Após o tratamento, uma urocultura de controle é recomendada para confirmar a erradicação da infecção.
É crucial porque a bacteriúria assintomática na gestação aumenta significativamente o risco de pielonefrite aguda (20-30%), parto prematuro, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal. O tratamento reduz esses riscos.
Antibióticos seguros incluem nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre e termo), amoxicilina, cefalexina e fosfomicina. A ciprofloxacina é contraindicada na gestação devido a riscos para o feto.
A bacteriúria assintomática é caracterizada por urocultura positiva sem sintomas urinários. A cistite aguda, por outro lado, apresenta sintomas como disúria, urgência miccional, polaciúria e dor suprapúbica, além da urocultura positiva.
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