SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Gestante de 30 semanas, assintomática, traz o seguinte exame de urina. O médico deve:
Gestante com bacteriúria assintomática → sempre tratar para prevenir pielonefrite e complicações.
A bacteriúria assintomática na gestação, mesmo sem sintomas, deve ser tratada devido ao alto risco de progressão para pielonefrite aguda, parto prematuro e baixo peso ao nascer. O tratamento com antibióticos seguros na gravidez, como cefalosporinas, é mandatório.
A bacteriúria assintomática é definida pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas (≥ 10^5 UFC/mL em urocultura de jato médio) na ausência de sintomas de infecção do trato urinário. Na população geral, geralmente não requer tratamento, mas na gestação, a situação é diferente devido às alterações fisiológicas do trato urinário e aos riscos associados. As alterações hormonais e mecânicas da gravidez (dilatação do sistema coletor, estase urinária) predispõem as gestantes a infecções urinárias. A bacteriúria assintomática não tratada pode evoluir para pielonefrite aguda em 20-30% dos casos, uma condição grave que pode levar a sepse materna, parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer. Portanto, o rastreamento da bacteriúria assintomática com urocultura é mandatório no pré-natal, e o tratamento é sempre indicado, mesmo na ausência de sintomas. Antibióticos seguros na gestação, como cefalosporinas de primeira geração (cefalexina), amoxicilina ou nitrofurantoína, são as escolhas preferenciais, com duração de 3 a 7 dias, dependendo do protocolo. A cura deve ser confirmada por urocultura de controle.
A bacteriúria assintomática na gravidez aumenta o risco de pielonefrite aguda, parto prematuro, baixo peso ao nascer e outras complicações materno-fetais, tornando o tratamento essencial.
Antibióticos como cefalosporinas (ex: cefalexina), amoxicilina ou nitrofurantoína são opções de primeira linha, devendo ser escolhidos com base na sensibilidade e segurança na gestação.
O rastreamento é feito através de urocultura na primeira consulta pré-natal e, em alguns protocolos, repetido no segundo ou terceiro trimestre, mesmo em gestantes assintomáticas.
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