SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2023
Gestante assintomática, 37 semanas, traz exames de rotina à consulta pré-natal. Entre eles, apresenta cultura de urina positiva para E. Coli. Em relação ao tratamento com antibioticoterapia podemos dizer que deve ser:
Bacteriúria assintomática na gestação → SEMPRE tratar para prevenir pielonefrite e parto prematuro.
A bacteriúria assintomática é uma condição comum na gestação e, se não tratada, pode evoluir para pielonefrite, aumentando o risco de parto prematuro e baixo peso ao nascer. O tratamento imediato com antibióticos orais é fundamental, mesmo na ausência de sintomas.
A bacteriúria assintomática é definida pela presença de mais de 100.000 unidades formadoras de colônias (UFC) por mL de um único patógeno em uma urocultura de urina de jato médio, na ausência de sintomas urinários. É uma condição comum na gestação, afetando cerca de 2-10% das grávidas, e sua prevalência aumenta devido às alterações fisiológicas do trato urinário na gravidez, como dilatação dos ureteres e diminuição do tônus da bexiga. A identificação e o tratamento são cruciais para a saúde materno-fetal. O diagnóstico é feito exclusivamente pela urocultura, sendo o rastreamento universal recomendado na primeira consulta pré-natal. A ausência de sintomas não exclui a necessidade de tratamento, pois a bacteriúria assintomática é um fator de risco independente para pielonefrite aguda, uma das principais causas de internação hospitalar em gestantes. Além disso, está associada a um risco aumentado de parto prematuro, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal. O tratamento deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico, geralmente com antibióticos orais por 3 a 7 dias, como cefalexina, amoxicilina-clavulanato ou nitrofurantoína, dependendo da sensibilidade do uropatógeno e do trimestre gestacional. É fundamental realizar uma urocultura de controle 7 a 14 dias após o término do tratamento para confirmar a erradicação da infecção e monitorar a recorrência.
O tratamento é crucial para prevenir a progressão para pielonefrite, que pode levar a parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna.
Antibióticos como nitrofurantoína, cefalexina e amoxicilina-clavulanato são opções seguras, dependendo da sensibilidade e trimestre gestacional.
O rastreamento é recomendado na primeira consulta pré-natal e, em algumas diretrizes, repetido no terceiro trimestre, através de urocultura.
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