HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Primigesta, 14 semanas de gestação, assintomática, comparece à segunda consulta de pré-natal com os resultados dos exames solicitados. Todos estavam normais com exceção do exame de urina que mostrou aumento de leucócitos e hemácias, nitrito positivo e presença de 10^5 unidades formadoras de colônias de E. coli. A melhor conduta, para esta paciente, dentre as abaixo, é
Bacteriúria assintomática na gestação → TRATAR sempre para evitar complicações, como pielonefrite.
A bacteriúria assintomática na gestação, definida pela presença de ≥ 10^5 UFC/mL de um uropatógeno na urocultura sem sintomas, deve ser sempre tratada. Isso se deve ao alto risco de progressão para pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer. A fosfomicina em dose única é uma opção eficaz e segura.
A bacteriúria assintomática (BA) é a presença de bactérias na urina em quantidades significativas sem sintomas de infecção do trato urinário (ITU). Na gestação, a BA é uma condição comum, afetando cerca de 2-10% das grávidas, e sua identificação e tratamento são cruciais devido às alterações fisiológicas que predispõem à progressão para ITU sintomática e pielonefrite. O rastreamento universal com urocultura no primeiro trimestre é recomendado. A fisiopatologia envolve a dilatação do trato urinário superior, diminuição do tônus ureteral e vesical, e glicosúria, que favorecem a estase urinária e o crescimento bacteriano. O diagnóstico é confirmado por urocultura com ≥ 10^5 UFC/mL de um único patógeno. A E. coli é o agente mais comum. A suspeita deve ser alta em qualquer gestante, especialmente na primeira consulta de pré-natal. O tratamento da BA na gestação é obrigatório para prevenir complicações maternas e fetais. Antibióticos como fosfomicina (dose única), nitrofurantoína (evitar no 3º trimestre devido ao risco de anemia hemolítica neonatal) e cefalexina são opções seguras e eficazes. Após o tratamento, uma urocultura de controle deve ser realizada para confirmar a erradicação da bactéria.
O diagnóstico é feito pela presença de ≥ 10^5 unidades formadoras de colônias (UFC)/mL de um uropatógeno em uma urocultura de amostra de urina de jato médio, na ausência de sintomas urinários.
O tratamento é crucial para prevenir complicações graves como pielonefrite aguda, parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna, que são mais frequentes em gestantes.
Antibióticos seguros incluem fosfomicina (dose única), nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre), amoxicilina e cefalexina. A escolha depende da sensibilidade do uropatógeno.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo