UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
A infecção urinária na gestação é uma patologia frequente que deve ser diagnosticada e tratada precocemente, com intuito de prevenir suas complicações, em especial o parto prematuro. No acompanhamento da gestante, a bacteriúria assintomática deve ser tratada
Bacteriúria assintomática na gestação → SEMPRE tratar, após confirmação por urocultura.
A bacteriúria assintomática é uma condição comum na gestação que, se não tratada, aumenta significativamente o risco de pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Por isso, o rastreamento com urocultura é recomendado no pré-natal e o tratamento é mandatório quando confirmada.
A infecção do trato urinário (ITU) é a complicação bacteriana mais comum na gestação, afetando cerca de 10% das grávidas. Dentro desse espectro, a bacteriúria assintomática (BA) é particularmente relevante, pois, se não identificada e tratada, pode evoluir para cistite e, mais perigosamente, para pielonefrite aguda, uma condição associada a sérias complicações maternas e fetais, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna. Devido aos riscos elevados, o rastreamento universal da bacteriúria assintomática é uma prática padrão no pré-natal. A recomendação é realizar uma urocultura no primeiro trimestre da gestação, idealmente entre a 12ª e a 16ª semana. O diagnóstico de BA é confirmado pela presença de ≥ 10^5 unidades formadoras de colônias (UFC)/mL de um único patógeno em uma amostra de urina de jato médio, coletada adequadamente. Uma vez diagnosticada, a bacteriúria assintomática na gestação deve ser tratada prontamente com um curso de antibióticos seguros para a gravidez, como amoxicilina, cefalexina ou nitrofurantoína, por um período de 3 a 7 dias. O tratamento visa erradicar a bactéria e prevenir a progressão para infecções sintomáticas e suas complicações, garantindo um desfecho gestacional mais seguro para mãe e bebê.
Na gestação, alterações fisiológicas aumentam o risco de ascensão bacteriana, transformando a bacteriúria assintomática em infecção sintomática (cistite ou pielonefrite), o que pode levar a complicações graves como parto prematuro e baixo peso ao nascer.
O diagnóstico é feito exclusivamente pela urocultura, que deve ser solicitada rotineiramente no primeiro trimestre do pré-natal. Um resultado positivo (>10^5 UFC/mL de um único patógeno) confirma a condição.
O tratamento é sempre indicado, mesmo na ausência de sintomas, e consiste em antibioticoterapia com drogas seguras na gestação, como amoxicilina, cefalexina ou nitrofurantoína, por um período de 3 a 7 dias.
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