Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
Gestante de 32 anos, assintomática e urinocultura coletada por técnica asséptica na 32ª semana de idade gestacional no exame de rotina, recebe o seguinte resultado: Escherichia coli > 100.000 UFC/ml sensível à amicacina, gentamicina, amoxicilina/clavulanato, cefuroxime, ceftriaxone, meropenem, imipenem; e resistente a ampicilina, ciprofloxacin. A melhor conduta a ser adotada é:
Bacteriúria assintomática na gestação (≥10^5 UFC/mL) → sempre tratar para prevenir pielonefrite e parto prematuro.
A bacteriúria assintomática na gestação, definida pela presença de >100.000 UFC/ml de um uropatógeno na urinocultura, mesmo sem sintomas, deve ser tratada. Isso previne complicações graves como pielonefrite materna, parto prematuro e baixo peso ao nascer. A escolha do antibiótico deve considerar o perfil de sensibilidade.
A bacteriúria assintomática (BA) é a presença de bactérias na urina sem sintomas de infecção do trato urinário (ITU). Sua prevalência em gestantes é de 2-10%, e é considerada um fator de risco significativo para pielonefrite aguda, parto prematuro e baixo peso ao nascer. O rastreamento universal com urocultura entre 12-16 semanas ou na primeira consulta pré-natal, e repetido no terceiro trimestre, é recomendado. A fisiopatologia envolve alterações anatômicas e funcionais do trato urinário na gravidez, como dilatação dos ureteres e diminuição do tônus da bexiga, que favorecem a estase urinária e o crescimento bacteriano. O diagnóstico é confirmado por urocultura com crescimento de ≥ 100.000 UFC/mL de um único uropatógeno. O tratamento é mandatório, mesmo na ausência de sintomas, para evitar a progressão da infecção e suas complicações. O tratamento deve ser guiado pelo antibiograma, com duração de 3 a 7 dias. Opções seguras incluem amoxicilina/clavulanato, cefalexina, cefuroxime e fosfomicina. A nitrofurantoína pode ser usada, mas deve ser evitada no terceiro trimestre devido ao risco teórico de anemia hemolítica fetal. Após o tratamento, uma urocultura de controle é recomendada para confirmar a erradicação da bactéria.
O diagnóstico é feito pela presença de ≥ 100.000 UFC/mL de um único uropatógeno na urinocultura, coletada por técnica asséptica, em gestante assintomática.
O tratamento é fundamental para prevenir a progressão para pielonefrite aguda, que pode levar a complicações graves como sepse materna, parto prematuro, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal.
Antibióticos seguros incluem amoxicilina/clavulanato, cefalexina, cefuroxime e nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre). A escolha deve ser guiada pelo antibiograma.
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