PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020
Gestante de 9 semanas, assintomática, apresenta urocultura: 106.000 colônias E. coli. Qual a conduta mais adequada?
Bacteriúria assintomática na gestação (≥ 10^5 UFC/mL) → sempre tratar por 7-10 dias para prevenir pielonefrite.
A bacteriúria assintomática é comum na gestação e, se não tratada, aumenta significativamente o risco de pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer. O tratamento é essencial, mesmo na ausência de sintomas, e deve ser feito com antibióticos seguros na gravidez por 7 a 10 dias.
A bacteriúria assintomática é definida pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas sem sintomas de infecção do trato urinário (ITU). Sua prevalência em gestantes varia de 2% a 10%, sendo um achado comum no pré-natal. A importância clínica reside no fato de que, se não tratada, 20% a 30% dessas gestantes desenvolverão pielonefrite aguda, uma condição grave que pode levar a sepse materna, anemia, insuficiência renal e, para o feto, parto prematuro e baixo peso ao nascer. O rastreamento universal da bacteriúria assintomática é recomendado entre a 12ª e 16ª semana de gestação, ou na primeira consulta de pré-natal. O diagnóstico é confirmado por urocultura com crescimento de ≥ 10^5 UFC/mL de um único patógeno, sendo a Escherichia coli o agente mais comum. A fisiopatologia envolve alterações anatômicas e funcionais do trato urinário na gravidez, como dilatação dos ureteres e diminuição do tônus da bexiga, que favorecem a estase urinária e o crescimento bacteriano. A suspeita deve ser alta em todas as gestantes, justificando o rastreamento rotineiro. O tratamento da bacteriúria assintomática na gestação é sempre indicado e deve ser feito com antibióticos seguros na gravidez, como cefalexina, amoxicilina ou nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre), por um período de 7 a 10 dias. Após o tratamento, é recomendada uma urocultura de controle para confirmar a erradicação da bactéria. O prognóstico é excelente com o tratamento adequado, reduzindo drasticamente o risco de complicações.
O diagnóstico é feito pela urocultura com crescimento de ≥ 10^5 unidades formadoras de colônia (UFC)/mL de um único patógeno em duas amostras consecutivas ou em uma única amostra em caso de cateterismo vesical.
O tratamento é crucial para prevenir a progressão para infecção do trato urinário sintomática, especialmente pielonefrite, que pode levar a complicações maternas e fetais graves como parto prematuro e baixo peso ao nascer.
Antibióticos seguros incluem cefalexina, amoxicilina, nitrofurantoína (evitar no 3º trimestre) e fosfomicina. A escolha deve considerar o perfil de sensibilidade local e a idade gestacional.
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