FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Gestante de 8 semanas, assintomática, apresenta na 1ª consulta de pré-natal urocultura com presença de Escherichia coli 80000 unidades formadoras de colônia. A conduta correta é:
Bacteriúria assintomática na gestação: ≥ 10^5 UFC/mL em 2 amostras consecutivas ou 1 amostra de jato médio em cateterismo.
A bacteriúria assintomática na gestação é definida por uma urocultura com crescimento bacteriano significativo (≥ 10^5 UFC/mL) em duas amostras consecutivas ou uma amostra por cateterismo, na ausência de sintomas urinários. Um valor de 80000 UFC/mL está abaixo do limiar diagnóstico, necessitando de confirmação ou reavaliação da coleta.
A bacteriúria assintomática é uma condição comum na gestação, afetando cerca de 2-10% das grávidas. É definida pela presença de bactérias na urina sem sintomas de infecção do trato urinário (ITU). O rastreamento universal é recomendado no pré-natal devido ao risco significativo de progressão para pielonefrite, que pode levar a complicações maternas e fetais graves, como parto prematuro e baixo peso ao nascer. A fisiopatologia envolve alterações anatômicas e funcionais do trato urinário na gravidez, como dilatação dos ureteres e estase urinária, que favorecem o crescimento bacteriano. O diagnóstico é feito exclusivamente pela urocultura, sendo essencial a coleta correta da amostra de urina. O limiar de ≥ 10^5 UFC/mL é o mais aceito, e a confirmação com uma segunda amostra é fundamental para evitar tratamentos desnecessários. O tratamento da bacteriúria assintomática na gestação é sempre indicado, mesmo na ausência de sintomas, para prevenir a pielonefrite. Antibióticos seguros na gravidez, como amoxicilina, cefalexina ou nitrofurantoína, são as escolhas de primeira linha, baseados no antibiograma. A erradicação da bactéria deve ser confirmada com uma urocultura de controle após o tratamento.
O critério diagnóstico é a presença de ≥ 10^5 unidades formadoras de colônia (UFC)/mL do mesmo uropatógeno em duas amostras de urina de jato médio consecutivas, ou em uma única amostra obtida por cateterismo vesical, em uma gestante assintomática.
O tratamento é crucial porque a bacteriúria assintomática na gestação está associada a um risco aumentado de pielonefrite aguda, parto prematuro, baixo peso ao nascer e outras complicações materno-fetais se não for tratada.
Diante de uma contagem bacteriana limítrofe (como 80000 UFC/mL), a conduta correta é repetir a coleta da amostra de urina, garantindo técnica adequada, para confirmar ou descartar a bacteriúria assintomática antes de iniciar o tratamento antibiótico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo