HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Na gestação, define-se abacteriúria assintomática como:
Bacteriúria assintomática gestação = ≥ 100.000 UFC/mL em 2 uroculturas consecutivas, sem sintomas.
A bacteriúria assintomática na gestação é definida pela presença de um número significativo de bactérias na urina (≥ 100.000 UFC/mL) em duas amostras consecutivas, na ausência de sintomas de infecção do trato urinário. O rastreamento e tratamento são cruciais devido ao risco aumentado de pielonefrite e complicações obstétricas.
A bacteriúria assintomática é uma condição comum na gravidez, afetando cerca de 2-10% das gestantes. É definida pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas, na ausência de sintomas de infecção do trato urinário (ITU). A importância clínica reside no fato de que, se não tratada, a bacteriúria assintomática pode evoluir para pielonefrite aguda em 20-40% das gestantes, uma complicação grave associada a parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna. O diagnóstico de bacteriúria assintomática na gestação requer a presença de ≥ 100.000 unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL) do mesmo uropatógeno em duas amostras consecutivas de urina, coletadas por jato médio. O rastreamento é recomendado rotineiramente no primeiro trimestre da gestação, geralmente entre a 12ª e 16ª semana, ou na primeira consulta de pré-natal. Para residentes, é fundamental entender a definição precisa e a necessidade de rastreamento e tratamento. O tratamento da bacteriúria assintomática na gestação é feito com antibióticos seguros para a gravidez, como cefalexina, amoxicilina ou nitrofurantoína, por um período de 3 a 7 dias, visando erradicar a bactéria e prevenir complicações materno-fetais.
O rastreamento e tratamento são importantes porque a bacteriúria assintomática aumenta o risco de desenvolver pielonefrite aguda, parto prematuro e baixo peso ao nascer na gestação.
O valor de corte é de 100.000 unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL) ou mais, em duas amostras consecutivas de urina.
O agente etiológico mais comum é a Escherichia coli, responsável por cerca de 80% dos casos, seguida por Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis.
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