HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é umas das situações clínicas com alta prevalência na gestação. Com relação à conduta da ITU na gestação no pré-natal, é CORRETO afirmar que:
Bacteriúria assintomática na gestação > 100.000 UFC/mL → SEMPRE tratar para prevenir pielonefrite.
A bacteriúria assintomática é comum na gestação e, se não tratada, aumenta significativamente o risco de pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer. O rastreamento por urocultura é essencial, e o tratamento é indicado para contagens de colônias ≥ 100.000 UFC/mL, mesmo sem sintomas.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é a complicação médica mais comum na gestação, afetando cerca de 10% das grávidas. A bacteriúria assintomática (BA) é a forma mais prevalente e, se não tratada, pode levar a cistite e, mais gravemente, a pielonefrite aguda, que está associada a desfechos obstétricos adversos como parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer. O rastreamento universal da BA por urocultura entre a 12ª e a 16ª semana de gestação é uma prática recomendada no pré-natal. O diagnóstico de bacteriúria assintomática é feito pela urocultura, que deve apresentar crescimento de ≥ 100.000 UFC/mL de um único patógeno em duas amostras consecutivas ou em uma única amostra de urina coletada por cateterismo. Testes rápidos como fita reagente para nitrito e esterase leucocitária não são suficientemente sensíveis ou específicos para substituir a urocultura no rastreamento da BA em gestantes, mas podem ser úteis como triagem inicial em alguns contextos. O tratamento da bacteriúria assintomática na gestação é sempre indicado, independentemente da presença de sintomas, para prevenir a progressão para pielonefrite e suas complicações. A antibioticoterapia empírica inicial deve cobrir os patógenos mais comuns (principalmente E. coli) e ser ajustada conforme o antibiograma. O tratamento geralmente dura de 3 a 7 dias, com reavaliação da cura por urocultura após o término da terapia. A profilaxia contínua pode ser considerada em casos de ITUs recorrentes.
O rastreamento é crucial porque a bacteriúria assintomática, se não tratada, pode evoluir para infecções sintomáticas, como cistite e pielonefrite aguda, que aumentam o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna.
O tratamento é indicado quando a urocultura detecta uma contagem de colônias igual ou superior a 100.000 unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL) de um único patógeno, mesmo na ausência de sintomas urinários.
Os antibióticos de primeira linha incluem nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre), amoxicilina, cefalexina e fosfomicina. A escolha deve ser guiada pelo perfil de sensibilidade do uropatógeno e pela segurança na gestação.
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