PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Você atende uma paciente gestante que retorna na consulta de pré-natal para mostrar os resultados dos exames de pré-natal. Ela está com 8 semanas de gestação e não apresenta queixas. A Urocultura mostra presença de Escherichia Coli na quantidade de 100 mil UFC. Qual a sua conduta?
Bacteriúria assintomática na gestação → TRATAR! Fosfomicina trometamol 3g dose única é opção segura.
A bacteriúria assintomática na gestação deve sempre ser tratada devido ao alto risco de progressão para pielonefrite e outras complicações obstétricas, sendo a fosfomicina trometamol uma opção eficaz e segura em dose única.
A bacteriúria assintomática (BA) é definida pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas (≥ 100.000 UFC/mL em urocultura de jato médio), sem sintomas de infecção do trato urinário (ITU). Embora em mulheres não grávidas a BA geralmente não exija tratamento, na gestação a conduta é diferente e crucial. A prevalência de BA na gravidez é de 2-10%, e se não tratada, cerca de 20-30% das gestantes desenvolverão pielonefrite aguda, uma condição grave que pode levar a sepse materna, anemia, insuficiência respiratória e, para o feto, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Portanto, o rastreamento da BA é parte integrante do pré-natal, geralmente realizado no primeiro trimestre com urocultura. Uma vez diagnosticada, a BA na gestação deve SEMPRE ser tratada. Os antibióticos escolhidos devem ser eficazes contra os patógenos urinários mais comuns (principalmente Escherichia coli) e seguros para a gestante e o feto. As opções de tratamento incluem: Fosfomicina Trometamol (3g, dose única, via oral) é uma excelente escolha devido à sua segurança, eficácia e conveniência. Nitrofurantoína (100mg, 6/6h por 7 dias) é outra opção, mas deve ser evitada no terceiro trimestre (risco de anemia hemolítica neonatal) e em gestantes com deficiência de G6PD. Cefalexina (500mg, 6/6h por 7 dias) também é segura e eficaz. Sulfametoxazol-Trimetoprima deve ser evitado no primeiro trimestre (risco teratogênico) e no terceiro trimestre (risco de kernicterus). Fluoroquinolonas (como Norfloxacina) são contraindicadas na gestação devido a potenciais efeitos adversos na cartilagem fetal. Após o tratamento, uma urocultura de controle é recomendada para confirmar a erradicação da bactéria.
Deve ser tratada devido ao alto risco de progressão para infecção urinária sintomática, especialmente pielonefrite, que pode levar a complicações maternas (sepse, anemia) e fetais (parto prematuro, baixo peso ao nascer).
As opções de primeira linha incluem fosfomicina trometamol (dose única), nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre e em deficiência de G6PD) e cefalexina.
A fosfomicina trometamol é administrada em dose única de 3 gramas, por via oral, sendo uma opção conveniente e com boa segurança na gestação.
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