HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Uma mulher na 12ª semana de gestação apresenta uma urocultura positiva. Dentre as opções abaixo, a melhor conduta é
Bacteriúria assintomática na gestação: tratar com nitrofurantoína ou cefalexina para prevenir complicações.
A bacteriúria assintomática na gestação, definida por urocultura positiva na ausência de sintomas, deve ser sempre tratada devido ao risco aumentado de pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Nitrofurantoína e cefalexina são as opções de primeira linha, seguras e eficazes, especialmente no segundo e terceiro trimestres.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das complicações médicas mais comuns na gestação, e a bacteriúria assintomática (BA) é a forma mais frequente. A BA é definida pela presença de crescimento bacteriano significativo em urocultura (≥ 10^5 UFC/mL de um único patógeno) na ausência de sintomas urinários. Devido às alterações fisiológicas da gravidez, como a dilatação do trato urinário e a glicosúria, as gestantes são mais suscetíveis à progressão da BA para ITU sintomática, incluindo pielonefrite aguda. A pielonefrite na gestação é uma condição grave associada a riscos maternos (sepse, anemia, insuficiência respiratória) e fetais (parto prematuro, baixo peso ao nascer, morte fetal). Por essa razão, o rastreamento universal da BA por urocultura no primeiro trimestre e o tratamento de todas as gestantes com BA positiva são recomendados. As opções de tratamento de primeira linha incluem antibióticos seguros na gestação, como a nitrofurantoína (evitar no primeiro trimestre e próximo ao termo, mas segura no segundo e terceiro) e a cefalexina (segura em todos os trimestres). Outras opções incluem amoxicilina e fosfomicina. Ciprofloxacina e outras fluoroquinolonas são geralmente contraindicadas na gestação devido a potenciais efeitos adversos fetais. O tratamento adequado da BA é uma medida preventiva crucial para a saúde materno-fetal.
A bacteriúria assintomática na gestação aumenta significativamente o risco de pielonefrite aguda, parto prematuro, baixo peso ao nascer e outras complicações materno-fetais, tornando o tratamento obrigatório.
Nitrofurantoína e cefalexina são as opções de primeira linha, consideradas seguras e eficazes. A nitrofurantoína deve ser evitada no primeiro trimestre e próximo ao termo, mas é segura no segundo e terceiro.
A ausência de tratamento pode levar a infecções urinárias sintomáticas, incluindo cistite e pielonefrite, além de aumentar o risco de complicações obstétricas como parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino.
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