HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Em consulta de rotina de pré-natal, uma gestante assintomática, com cultura de urina positiva para E.coli.Assinale a alternativa incorreta:
Bacteriúria assintomática na gestação SEMPRE deve ser tratada devido ao risco de pielonefrite e complicações obstétricas.
A bacteriúria assintomática é comum na gestação e, ao contrário de mulheres não grávidas, deve ser tratada devido ao alto risco de progressão para pielonefrite aguda, trabalho de parto prematuro e ruptura prematura de membranas. A alternativa incorreta é a que sugere não tratar.
A bacteriúria assintomática é definida pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas (≥ 10^5 UFC/mL em urocultura de jato médio) sem sintomas de infecção do trato urinário. Sua prevalência na gestação é de 2-10%, e é crucial identificá-la e tratá-la devido ao risco aumentado de pielonefrite aguda (20-40% dos casos não tratados), que pode levar a complicações maternas e fetais graves, como parto prematuro e baixo peso ao nascer. As alterações fisiológicas da gravidez, como a dilatação do sistema coletor renal e a diminuição do tônus ureteral, favorecem a estase urinária e o refluxo vesicoureteral, facilitando a ascensão bacteriana. A Escherichia coli é o agente etiológico mais comum. O rastreamento é feito rotineiramente no pré-natal, geralmente no primeiro trimestre, através de urocultura, sendo uma prática essencial para a saúde materno-fetal. O tratamento com antibióticos seguros na gestação (ex: amoxicilina, cefalexina, nitrofurantoína) é mandatório, mesmo na ausência de sintomas. Após o tratamento, uma urocultura de controle é essencial para confirmar a erradicação da bactéria. A não erradicação ou recorrência pode exigir tratamento mais prolongado ou profilaxia contínua para evitar complicações.
Durante a gestação, ocorrem alterações fisiológicas no trato urinário (dilatação ureteral, estase urinária) que aumentam o risco de infecção ascendente. A bacteriúria assintomática pode evoluir para pielonefrite, trabalho de parto prematuro e ruptura prematura de membranas, justificando o tratamento.
O tratamento é feito com antibióticos seguros na gestação, como amoxicilina, cefalexina ou nitrofurantoína, por um período de 3 a 7 dias, dependendo do protocolo e do perfil de sensibilidade do uropatógeno. Sulfametoxazol-trimetoprim deve ser evitado no primeiro e terceiro trimestres.
É recomendado solicitar uma urocultura de controle cerca de 7 a 14 dias após o término do tratamento para confirmar a erradicação da bactéria e garantir a eficácia da antibioticoterapia, prevenindo recorrências e complicações.
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