PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
Paciente de 42 anos será submetida à cirurgia plástica para correção de cicatriz na face, causada por mordida de cachorro há três anos. Nos exames pré-operatórios o cirurgião nota presença de 100 mil colônias de E. coli na urina, sensível a cefalosporinas e quinolonas e, por isso, pede parecer ao urologista. Ela está assintomática e usa apenas um hipoglicemiante oral; o exame físico está normal, exceto por IMC = 31. A melhor conduta é:
Bacteriúria assintomática em não gestantes ou sem procedimento urológico invasivo → não requer tratamento.
A bacteriúria assintomática, mesmo com alta contagem de colônias, não deve ser tratada na maioria dos pacientes antes de cirurgias não urológicas, pois o tratamento não reduz o risco de infecção pós-operatória e pode aumentar a resistência antimicrobiana.
A bacteriúria assintomática é uma condição comum, especialmente em mulheres, caracterizada pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas sem sintomas de infecção urinária. É crucial diferenciar da infecção do trato urinário sintomática para evitar tratamentos desnecessários e o aumento da resistência bacteriana. O diagnóstico é feito por urocultura com contagem de colônias ≥ 10^5 UFC/mL em duas amostras em mulheres ou uma em homens. A fisiopatologia envolve a colonização bacteriana sem resposta inflamatória sintomática. A suspeita deve surgir em exames de rotina, como os pré-operatórios, mas a conduta deve ser baseada em evidências. A conduta geral é não tratar a bacteriúria assintomática, exceto em populações específicas como gestantes, pacientes antes de procedimentos urológicos invasivos ou transplantados renais. O tratamento desnecessário contribui para a resistência antimicrobiana e não oferece benefício na maioria dos cenários pré-operatórios não urológicos.
Bacteriúria assintomática é a presença de bactérias na urina em quantidades significativas (geralmente >10^5 UFC/mL) sem que o paciente apresente sintomas de infecção do trato urinário.
O tratamento é recomendado apenas em gestantes, pacientes submetidos a procedimentos urológicos invasivos com risco de sangramento de mucosa, e em alguns casos de imunossupressão grave ou transplante renal.
O tratamento não demonstrou reduzir o risco de infecções pós-operatórias em cirurgias não urológicas e pode levar ao desenvolvimento de resistência antimicrobiana e efeitos adversos dos antibióticos, sem benefício clínico.
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