PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
A bacteriúria assintomática é definida por uma amostra de jato médio de urina mostrando crescimento bacteriano ≥ 100.000 unidades formadoras de colônia/mL em duas amostras consecutivas em mulheres e em uma única amostra em homens, ambos sem sintomas do trato urinário. A triagem ou tratamento da bacteriúria assintomática deve ocorrer nas seguintes condições:
Triagem/tratamento bacteriúria assintomática = Mulheres grávidas OU procedimentos urológicos com ruptura de mucosa.
A bacteriúria assintomática geralmente não requer triagem ou tratamento, exceto em situações específicas onde o risco de complicações é elevado. As duas principais indicações são mulheres grávidas, devido ao risco de pielonefrite e desfechos adversos na gestação, e pacientes submetidos a procedimentos urológicos invasivos que rompem a mucosa, para prevenir sepse.
A bacteriúria assintomática (BA) é definida pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas sem a ocorrência de sintomas de infecção do trato urinário (ITU). Embora seja uma condição comum, especialmente em mulheres e idosos, na maioria dos casos, a BA não requer triagem ou tratamento, pois não está associada a desfechos adversos e o tratamento pode contribuir para o desenvolvimento de resistência antimicrobiana. A fisiopatologia da BA envolve a colonização do trato urinário por bactérias sem desencadear uma resposta inflamatória sintomática. O diagnóstico é feito por urocultura com contagem de colônias específica. A importância clínica reside em identificar as poucas populações em que a BA pode levar a complicações graves se não tratada. As principais indicações para triagem e tratamento da bacteriúria assintomática são mulheres grávidas e pacientes que serão submetidos a procedimentos urológicos invasivos que rompem a mucosa. Em gestantes, o tratamento previne pielonefrite materna e desfechos adversos perinatais. Antes de procedimentos urológicos, o tratamento profilático reduz o risco de sepse e infecções pós-operatórias. Em outras populações, como mulheres não grávidas, idosos, diabéticos bem controlados ou pacientes com cateteres de longa permanência, o tratamento não é benéfico e deve ser evitado.
Na gravidez, a bacteriúria assintomática não tratada aumenta o risco de pielonefrite aguda, parto prematuro, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal.
Antes de procedimentos que rompem a mucosa urinária, o tratamento da bacteriúria assintomática é crucial para prevenir infecções do trato urinário pós-procedimento, urosepse e outras complicações graves.
A triagem e o tratamento não são recomendados em mulheres não grávidas sem fatores de risco, pacientes com diabetes mellitus bem controlado, idosos institucionalizados, pacientes com cateteres de longa permanência ou pacientes com transplantes renais estáveis.
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