UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021
Paciente de 80 anos de idade, com HPB e sem condições cirúrgicas, em uso crônico de sonda vesical de demora, totalmente assintomático e com urocultura mostrando E. coli sensível a vários antibióticos. Qual é a sua conduta?
Bacteriúria assintomática em idoso sondado → NÃO tratar com ATB, exceto em situações específicas.
A bacteriúria assintomática é comum em pacientes com sonda vesical de demora e, na maioria dos casos, não requer tratamento antibiótico. A antibioticoterapia desnecessária pode levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana e efeitos adversos.
A bacteriúria assintomática é definida pela presença de culturas de urina positivas na ausência de sintomas de infecção do trato urinário (ITU). É uma condição extremamente comum em idosos, especialmente aqueles com comorbidades como hiperplasia prostática benigna (HPB) e, de forma quase universal, em pacientes com sonda vesical de demora. A prevalência aumenta com a idade e com o tempo de cateterização. A fisiopatologia da bacteriúria em pacientes sondados está relacionada à formação de biofilme na superfície do cateter, que serve como nicho para a proliferação bacteriana e proteção contra o sistema imune do hospedeiro e antibióticos. A presença de E. coli é frequente. O diagnóstico é feito por urocultura, mas a ausência de sintomas é crucial para diferenciá-la de uma ITU sintomática. A conduta padrão para bacteriúria assintomática em pacientes com sonda vesical de demora é NÃO tratar com antibióticos. O tratamento desnecessário não reduz a morbidade e, pelo contrário, seleciona cepas resistentes, dificultando o manejo de futuras infecções sintomáticas. A troca da sonda também não é uma indicação para tratamento antibiótico na ausência de sintomas.
Bacteriúria assintomática é a presença de bactérias na urina em quantidades significativas sem que o paciente apresente sintomas de infecção do trato urinário. É comum em idosos, diabéticos e pacientes com sonda vesical de demora.
Não se trata a bacteriúria assintomática em pacientes sondados porque o tratamento não previne infecções sintomáticas e aumenta o risco de desenvolvimento de resistência antimicrobiana, além de efeitos adversos dos antibióticos.
As principais exceções para o tratamento da bacteriúria assintomática incluem gestantes, pacientes antes de procedimentos urológicos invasivos com risco de sangramento na mucosa, e receptores de transplante renal nos primeiros meses.
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