SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
Pacientes adultas não grávidas com bacteriúria assintomática, em geral, não devem ser tratadas com antibióticos para erradicação da bactéria colonizadora do trato urinário. No entanto, em algumas situações especificas, esse tratamento pode trazer benefícios à paciente. Está indicado o tratamento da bacteriúria assintomática em:
Bacteriúria assintomática → tratar apenas em gestantes, procedimentos urológicos invasivos, ou transplante renal recente.
O tratamento da bacteriúria assintomática é geralmente desnecessário e pode levar à resistência antimicrobiana. No entanto, é crucial tratar antes de procedimentos urológicos invasivos para prevenir sepse e outras complicações infecciosas.
A bacteriúria assintomática é definida pela presença de bactérias na urina em quantidades significativas (geralmente >10^5 UFC/mL em duas amostras de urina de jato médio em mulheres, ou uma amostra em homens/cateterizados), sem sintomas de infecção do trato urinário (ITU). É uma condição comum, especialmente em mulheres idosas, diabéticas e institucionalizadas, e sua prevalência aumenta com a idade. A maioria das diretrizes clínicas desaconselha o tratamento da bacteriúria assintomática em adultos não grávidas, pois não há evidências de que o tratamento reduza a incidência de ITUs sintomáticas ou melhore desfechos clínicos. Pelo contrário, o tratamento pode selecionar bactérias resistentes e causar efeitos adversos. As exceções claras para o tratamento incluem gestantes (devido ao risco de pielonefrite e parto prematuro) e pacientes que serão submetidas a procedimentos urológicos invasivos (para prevenir bacteremia e sepse). Para residentes, é crucial saber diferenciar a bacteriúria assintomática de uma ITU sintomática e identificar as poucas situações em que o tratamento é mandatório. A conduta adequada evita o uso desnecessário de antibióticos, contribuindo para a stewardship antimicrobiana e a prevenção da resistência.
O tratamento da bacteriúria assintomática é indicado principalmente em gestantes, pacientes que serão submetidas a procedimentos urológicos invasivos e, em alguns casos, pacientes com transplante renal recente.
O tratamento rotineiro da bacteriúria assintomática em pacientes sem fatores de risco não demonstrou benefício clínico e pode levar ao desenvolvimento de resistência antimicrobiana, além de efeitos adversos dos antibióticos.
Não tratar a bacteriúria assintomática antes de procedimentos que envolvem instrumentação do trato urinário aumenta significativamente o risco de infecções graves, como pielonefrite e sepse pós-procedimento.
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