UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
A unidade hospitalar com a maior prevalência de bactérias multidrogarresistentes (MDR) é a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido à assistência a pacientes críticos. A transmissão cruzada (profissionais de saúde x pacientes) ocorre principalmente quando há menor adesão à higienização frequente das mãos. A maior prevalência de bactérias MDR nas UTI brasileiras, atualmente, em função das altas taxas de resistência aos antimicrobianos disponíveis, é representada, principalmente, por
Em UTIs brasileiras, Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter spp carbapenêmico-resistentes são as MDR mais prevalentes.
A alta prevalência de Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter spp resistentes a carbapenêmicos em UTIs brasileiras reflete a pressão seletiva dos antimicrobianos e a dificuldade no controle da disseminação, sendo um desafio terapêutico significativo para pacientes críticos.
As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são reconhecidas globalmente como os epicentros da resistência antimicrobiana, devido à complexidade dos pacientes, à intensidade dos cuidados e ao uso extensivo de antibióticos. No Brasil, assim como em muitos países, a prevalência de bactérias multidrogarresistentes (MDR) nas UTIs é uma preocupação crescente, representando um desafio significativo para a saúde pública e a prática clínica. A transmissão cruzada entre profissionais de saúde e pacientes é um fator chave na disseminação dessas bactérias, ressaltando a importância da adesão rigorosa às práticas de controle de infecção. Atualmente, entre as bactérias MDR mais prevalentes e preocupantes nas UTIs brasileiras, destacam-se os bacilos gram-negativos não fermentadores de glicose, como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter spp., especialmente aqueles com resistência a carbapenêmicos. Essa resistência é particularmente alarmante porque os carbapenêmicos são frequentemente a última linha de defesa contra infecções graves por esses patógenos. A emergência de cepas resistentes a carbapenêmicos limita drasticamente as opções terapêuticas, levando a piores desfechos clínicos, maior mortalidade e custos hospitalares elevados. O manejo de infecções por esses patógenos exige uma abordagem multifacetada, incluindo vigilância epidemiológica contínua, uso racional de antimicrobianos (stewardship), implementação rigorosa de medidas de controle de infecção (como a higienização das mãos) e, em alguns casos, o uso de terapias combinadas ou antibióticos mais antigos com perfis de toxicidade mais elevados. Para residentes e profissionais de saúde, compreender a epidemiologia e os mecanismos de resistência dessas bactérias é fundamental para a tomada de decisões clínicas eficazes e para a contenção da crise da resistência antimicrobiana.
As UTIs concentram pacientes críticos com múltiplas comorbidades, uso frequente de dispositivos invasivos, exposição prolongada a antimicrobianos e maior risco de transmissão cruzada, criando um ambiente propício para a seleção e disseminação de MDR.
Os principais mecanismos incluem a produção de carbapenemases (enzimas que hidrolisam os carbapenêmicos), efluxo ativo de drogas, modificações nas porinas (reduzindo a entrada do antibiótico) e mutações nos alvos.
A higienização das mãos é a medida mais eficaz para prevenir a transmissão cruzada de patógenos em ambientes de saúde, incluindo bactérias MDR, reduzindo significativamente as taxas de infecção hospitalar.
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