PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Homem de 57 anos é admitido no hospital com quadro de febre e calafrios há três dias. Não apresenta queixas localizatórias à admissão. Não possui comorbidades conhecidas e apresenta creatinina sérica de 0,8mg/dL. Após as hemoculturas apresentarem crescimento de Staphylococcus aureus, o paciente recebe a prescrição de vancomicina pela via IV. O ecocardiograma transtorácico não revela quaisquer anormalidades. No segundo dia do tratamento com vancomicina, o paciente se queixa de lombalgia moderada contínua, pior durante a deambulação. Assinale a alternativa que apresenta uma conduta INADEQUADA nesse caso:
Dosagem de vancomicina não é diária; lombalgia em bacteremia por S. aureus exige investigação de foco secundário (ex: osteomielite, endocardite).
A dosagem de vancomicina não é realizada diariamente, mas sim para atingir níveis terapêuticos e evitar toxicidade. A lombalgia em um paciente com bacteremia por Staphylococcus aureus é um sinal de alerta para infecção metastática, como osteomielite vertebral ou endocardite, exigindo investigação ativa.
A bacteremia por Staphylococcus aureus é uma condição grave associada a alta morbimortalidade, exigindo manejo agressivo e investigação de focos primários e secundários. A vancomicina é um antibiótico de primeira linha para S. aureus resistente à meticilina (MRSA), mas seu uso requer monitoramento cuidadoso. O monitoramento da vancomicina é feito através da dosagem dos níveis séricos de vale, geralmente após a terceira ou quarta dose, para garantir que os níveis terapêuticos sejam atingidos (geralmente 15-20 mcg/mL para infecções graves) e para evitar toxicidade renal. A dosagem diária não é recomendada, a menos que haja instabilidade renal ou suspeita de toxicidade. A presença de lombalgia em um paciente com bacteremia por S. aureus é um sinal alarmante de infecção metastática, como osteomielite vertebral ou espondilodiscite, que pode levar a complicações neurológicas graves. Além disso, a bacteremia por S. aureus tem um alto risco de endocardite infecciosa, mesmo na ausência de valvopatia prévia. Um ecocardiograma transtorácico negativo não exclui endocardite, e o ecocardiograma transesofágico (ETE) é frequentemente necessário devido à sua maior sensibilidade para detectar vegetações e outras lesões valvares. A realização de hemoculturas de controle é essencial para confirmar a erradicação da bacteremia.
A lombalgia em um paciente com bacteremia por S. aureus é um sinal de alerta para infecções metastáticas, como osteomielite vertebral, espondilodiscite ou endocardite, e requer investigação imediata.
A dosagem de vancomicina (níveis de vale) é indicada para guiar a terapia, otimizar a eficácia e minimizar a toxicidade, geralmente após a terceira ou quarta dose, e não diariamente, a menos que haja alteração da função renal ou suspeita de toxicidade.
O ecocardiograma transesofágico (ETE) possui maior sensibilidade e especificidade que o transtorácico (ETT) para detectar vegetações, abscessos e outras lesões valvares, sendo crucial na investigação de endocardite, especialmente em bacteremia por S. aureus.
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