PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Durante o exame físico de um paciente da enfermaria da Clínica Médica, foi detectada a presença da seguinte alteração ungueal: formato normal, bordas normais, porém, com coloração azul claro da lúnula ("azure lúnula"). O outro achado semiológico característico que poderá ser encontrado é:
Azure lúnula (lúnula azul) + Anéis de Kayser-Fleischer → Doença de Wilson (acúmulo de cobre).
A 'azure lúnula' é um sinal semiológico raro, mas característico da Doença de Wilson, uma doença genética autossômica recessiva de acúmulo de cobre. Sua presença, juntamente com os Anéis de Kayser-Fleischer (depósitos de cobre na córnea), deve levantar forte suspeita diagnóstica.
A semiologia ungueal pode fornecer pistas valiosas para o diagnóstico de doenças sistêmicas. A 'azure lúnula', caracterizada por uma coloração azul-claro da lúnula da unha, é um sinal clássico, embora incomum, da Doença de Wilson. Esta é uma doença genética autossômica recessiva rara, causada por mutações no gene ATP7B, que leva ao acúmulo excessivo de cobre em diversos órgãos, principalmente fígado, cérebro e córneas. O achado semiológico mais característico e frequentemente associado à Doença de Wilson são os Anéis de Kayser-Fleischer, depósitos de cobre na membrana de Descemet da córnea, que podem ser detectados por exame com lâmpada de fenda. A presença conjunta da azure lúnula e dos Anéis de Kayser-Fleischer é quase patognomônica da doença, embora nem todos os pacientes apresentem ambos os sinais. Para residentes, reconhecer esses sinais é crucial para levantar a suspeita diagnóstica de Doença de Wilson, uma condição tratável se identificada precocemente. O diagnóstico e tratamento oportunos podem prevenir danos hepáticos irreversíveis, disfunção neurológica progressiva e outras complicações graves, melhorando significativamente o prognóstico do paciente.
A azure lúnula é uma coloração azul-claro da lúnula ungueal, um achado semiológico raro, mas altamente sugestivo de Doença de Wilson, uma condição de acúmulo excessivo de cobre no organismo.
Os Anéis de Kayser-Fleischer são depósitos de cobre na membrana de Descemet da córnea, visíveis ao exame com lâmpada de fenda. Ambos os sinais (azure lúnula e anéis) são manifestações do acúmulo de cobre na Doença de Wilson.
A Doença de Wilson pode apresentar manifestações hepáticas (hepatite, cirrose), neurológicas (tremores, distonia, disartria), psiquiátricas (depressão, psicose) e hematológicas (anemia hemolítica), além dos sinais oculares e ungueais.
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