CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019
Qual corante foi utilizado no estudo da superfície ocular do olho abaixo?
Azul de toluidina → cora seletivamente células com alta atividade mitótica (neoplasias).
O azul de toluidina é um corante vital que se liga a ácidos nucleicos, sendo uma ferramenta diagnóstica essencial para delimitar áreas de displasia e carcinoma na superfície ocular.
O estudo da superfície ocular utiliza diversos corantes para avaliar a integridade epitelial e a presença de patologias. O azul de toluidina destaca-se na oncologia ocular por sua capacidade de 'marcar' lesões suspeitas de malignidade que poderiam passar despercebidas ao exame de lâmpada de fenda convencional. Na prática clínica, a aplicação do corante ajuda o cirurgião a identificar a extensão real de uma neoplasia intraepitelial, garantindo que a ressecção seja completa. É fundamental que o residente domine as propriedades tintoriais de cada substância (fluoresceína, rosa bengala, verde lisamina e azul de toluidina) para uma propedêutica ocular precisa.
O azul de toluidina é utilizado principalmente para identificar e delimitar áreas de neoplasia intraepitelial escamosa ou carcinoma de células escamosas na superfície ocular. Ele possui afinidade por ácidos nucleicos, corando tecidos com alta densidade celular e atividade mitótica aumentada, o que facilita a biópsia dirigida ou a definição de margens cirúrgicas.
Enquanto o azul de toluidina foca em tecidos neoplásicos devido à afinidade pelo DNA/RNA, o rosa bengala cora células epiteliais desvitalizadas e áreas onde a camada de mucina está ausente. O rosa bengala é mais utilizado no diagnóstico de olho seco e ceratites virais, enquanto o azul de toluidina é uma ferramenta oncológica.
Em concentrações diagnósticas usuais (geralmente 1%), o azul de toluidina é bem tolerado para uso tópico breve na superfície ocular. No entanto, como qualquer corante vital, deve ser instilado com cautela e lavado após a observação para minimizar o desconforto do paciente e a toxicidade epitelial potencial.
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