SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
A azotemia pré-renal é a forma mais comum de insuficiência renal aguda, podendo estar associado mais frequentemente:
Azotemia pré-renal = hipoperfusão renal → hipovolemia é causa + comum.
A azotemia pré-renal é causada por uma diminuição da perfusão renal sem dano intrínseco ao parênquima. A hipovolemia, decorrente de desidratação, hemorragia ou outras perdas de volume, é a causa mais frequente, levando à redução do fluxo sanguíneo renal e da taxa de filtração glomerular.
A azotemia pré-renal é a forma mais prevalente de lesão renal aguda (LRA), representando cerca de 60-70% dos casos. Ela ocorre quando há uma diminuição da perfusão sanguínea renal, levando a uma redução da taxa de filtração glomerular (TFG), sem que haja dano estrutural significativo ao parênquima renal. É uma condição potencialmente reversível se a causa subjacente for prontamente identificada e corrigida, sendo crucial para a prevenção da progressão para LRA intrínseca. A fisiopatologia da azotemia pré-renal está intrinsecamente ligada à hipoperfusão renal. A hipovolemia, seja por desidratação (diarreia, vômitos, poliúria), hemorragia, queimaduras extensas ou sequestro de fluidos (sepse, pancreatite), é a causa mais comum. Outras causas incluem insuficiência cardíaca (redução do débito cardíaco), estenose de artéria renal bilateral e uso de certos medicamentos (AINEs, inibidores da ECA) que afetam a hemodinâmica renal. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com elevação desproporcional da ureia em relação à creatinina e achados urinários que indicam conservação de volume. O tratamento da azotemia pré-renal foca na restauração da perfusão renal adequada. Isso geralmente envolve a reposição de volume com fluidos intravenosos (cristaloides) em casos de hipovolemia. A monitorização da resposta à fluidoterapia, com melhora da diurese e dos parâmetros laboratoriais, é essencial. A identificação e correção da causa subjacente são a chave para a recuperação da função renal e para evitar complicações a longo prazo.
Os sinais de azotemia pré-renal refletem a causa subjacente, como desidratação (mucosas secas, turgor diminuído), hipotensão, taquicardia e oligúria, indicando hipovolemia ou hipoperfusão.
A principal causa da azotemia pré-renal é a hipovolemia, que pode ser decorrente de hemorragias, desidratação, perdas gastrointestinais (vômitos, diarreia) ou sequestro de fluidos para o terceiro espaço, levando à diminuição da perfusão renal.
A azotemia pré-renal é caracterizada por uma relação ureia/creatinina sérica elevada (>20:1), sódio urinário baixo (<20 mEq/L) e osmolaridade urinária alta (>500 mOsm/kg), indicando que o rim está tentando conservar volume.
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