HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
Na Doença de Crohn (DC), pacientes em uso da associação azatioprina e alopurinol devem ser monitorizados laboratorialmente em relação às contagens de leucócitos, semanalmente no primeiro mês e quinzenalmente no segundo mês. Está correto que:
Azatioprina + Alopurinol: ↑ risco de leucopenia grave; monitorar leucócitos semanal/quinzenal e reduzir/suspender azatioprina.
A coadministração de azatioprina e alopurinol aumenta significativamente o risco de mielossupressão, especialmente leucopenia, devido à inibição do metabolismo da azatioprina. A monitorização laboratorial rigorosa e a redução da dose ou suspensão da azatioprina são essenciais para manejar essa complicação.
A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica que frequentemente requer terapia imunossupressora, como a azatioprina. A azatioprina é um pró-fármaco que é metabolizado em metabólitos ativos, incluindo a 6-mercaptopurina e 6-tioguanina, que são responsáveis pelos seus efeitos terapêuticos e adversos, como a mielossupressão. A interação medicamentosa com alopurinol é um ponto crítico a ser dominado por residentes. A fisiopatologia da interação reside no metabolismo da azatioprina. A enzima xantina oxidase, que é inibida pelo alopurinol (usado para tratar hiperuricemia ou prevenir cálculos renais), participa da degradação da azatioprina. Quando a xantina oxidase é inibida, há um desvio do metabolismo da azatioprina para a via da tiopurina metiltransferase (TPMT), resultando em níveis aumentados de metabólitos mielotóxicos. Isso leva a um risco significativamente maior de leucopenia e outras citopenias. A monitorização laboratorial rigorosa, com contagens de leucócitos semanais no primeiro mês e quinzenais no segundo mês, é imperativa. Em caso de leucopenia, a conduta correta é a redução da dose de azatioprina (geralmente 50% da dose atual) ou sua suspensão, dependendo da gravidade e da resposta do paciente. O prognóstico é bom se a mielossupressão for identificada e manejada precocemente, evitando infecções graves.
O alopurinol inibe a xantina oxidase, uma enzima que metaboliza a azatioprina. Essa inibição leva a um acúmulo de metabólitos ativos da azatioprina, como a 6-tioguanina, que são mielotóxicos, aumentando o risco de leucopenia.
Recomenda-se monitorizar as contagens de leucócitos semanalmente no primeiro mês e quinzenalmente no segundo mês, devido ao alto risco de mielossupressão.
Em caso de leucopenia, a dose de azatioprina deve ser reduzida (geralmente em 50%) ou até mesmo suspensa, dependendo da gravidade e da persistência da mielossupressão, para evitar complicações infecciosas.
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