HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
A Sra. Maria do Carmo sofreu um AVC isquêmico de etiologia cardioembólica há cerca de 02 semanas e, após passar pela UTI e estabilizar sua condição clínica, está pronta p/ ir p/ casa. Assinale a ALTERNATIVA CORRETA no que se refere à opção de anticoagulante:
AVC cardioembólico → anticoagulação. Rivaroxabana dose reduzida (15mg/dia) se ClCr 15-49 mL/min.
Após um AVC isquêmico de etiologia cardioembólica, a anticoagulação é fundamental. A escolha e a dose do anticoagulante, especialmente os Anticoagulantes Orais Diretos (DOACs/NOACs), devem ser cuidadosamente ajustadas à função renal do paciente, como a redução da dose de rivaroxabana para 15mg/dia em pacientes com clearance de creatinina entre 15-49 mL/min.
O AVC isquêmico de etiologia cardioembólica, frequentemente associado à fibrilação atrial, exige anticoagulação para prevenção de novos eventos. A decisão de iniciar a anticoagulação e a escolha do agente devem considerar o risco de sangramento versus o benefício da prevenção de AVC, geralmente após 7-14 dias do evento agudo, dependendo da extensão do infarto. Os Anticoagulantes Orais Diretos (DOACs ou NOACs) são preferidos em muitos casos devido à sua eficácia e menor necessidade de monitoramento laboratorial em comparação com a varfarina. No entanto, a função renal é um fator crítico para a dosagem desses medicamentos, pois a maioria é excretada renalmente em alguma extensão. Para a rivaroxabana, a dose padrão para fibrilação atrial não valvar é de 20 mg uma vez ao dia. Contudo, em pacientes com clearance de creatinina entre 15 e 49 mL/min, a dose deve ser reduzida para 15 mg uma vez ao dia para minimizar o risco de sangramento, mantendo a eficácia. É fundamental avaliar a função renal regularmente e ajustar a dose conforme necessário.
O momento de iniciar a anticoagulação após um AVC isquêmico cardioembólico depende do risco de transformação hemorrágica. Geralmente, é recomendado aguardar de 3 a 14 dias, sendo a decisão individualizada com base no tamanho do infarto e na presença de hemorragia.
A maioria dos DOACs é excretada renalmente em alguma extensão, exigindo ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal para evitar acúmulo e aumento do risco de sangramento. O clearance de creatinina é o principal parâmetro para esse ajuste.
Para prevenção de AVC em fibrilação atrial não valvar, a dose de rivaroxabana é reduzida de 20 mg para 15 mg uma vez ao dia em pacientes com clearance de creatinina entre 15 e 49 mL/min, devido à sua depuração renal.
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