HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2025
Um homem de 68 anos com histórico de AVC isquêmico é trazido ao serviço de emergência com fraqueza súbita no lado direito do corpo e dificuldade para falar, iniciada há cerca de 1 hora. Sua pressão arterial está em 200/110 mmHg e o exame neurológico confirma sinais de déficit motor. Segundo a Política Nacional de Atendimento às Urgências, qual é a conduta imediata mais indicada?
Suspeita de AVC agudo em janela terapêutica → Avaliar elegibilidade para trombólise IV (Alteplase) imediatamente.
Em um paciente com sintomas sugestivos de AVC isquêmico agudo dentro da janela terapêutica (geralmente até 4,5 horas do início dos sintomas), a prioridade é a avaliação rápida para trombólise intravenosa com alteplase, desde que não haja contraindicações. A redução agressiva da pressão arterial não é a conduta inicial, a menos que a PA seja extremamente elevada ou haja outras emergências hipertensivas.
O acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico agudo é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo imediato para minimizar o dano cerebral e melhorar o prognóstico funcional do paciente. A "Política Nacional de Atendimento às Urgências" e as diretrizes internacionais enfatizam a importância do tempo no tratamento do AVC, popularizando o conceito de "tempo é cérebro". A conduta imediata mais indicada para um paciente com sintomas de AVC isquêmico agudo, como o descrito, dentro da janela terapêutica (que para a trombólise intravenosa com alteplase é de até 4,5 horas do início dos sintomas), é a avaliação rápida para a administração de trombolíticos intravenosos. Isso envolve a realização de uma tomografia computadorizada de crânio de emergência para excluir hemorragia intracraniana e a avaliação de outras contraindicações para a trombólise. A alteplase atua dissolvendo o coágulo que está obstruindo o fluxo sanguíneo cerebral, restaurando a perfusão e salvando o tecido cerebral em risco. Em relação à pressão arterial, embora o paciente apresente hipertensão (200/110 mmHg), a redução imediata e agressiva da PA não é a primeira conduta, a menos que a pressão esteja acima dos limites para trombólise (PA > 185/110 mmHg sistólica ou > 110 mmHg diastólica) ou haja evidência de outra emergência hipertensiva. A redução excessiva da PA pode comprometer a perfusão cerebral em uma área já isquêmica, piorando o desfecho. O objetivo é controlar a PA dentro de limites seguros para permitir a trombólise e manter a perfusão cerebral adequada. A prescrição de anticoagulantes orais é para prevenção secundária e não para a fase aguda, e a observação sem exames de imagem imediatos é contraindicada.
A conduta inicial é a avaliação emergencial para determinar a elegibilidade para trombólise intravenosa com alteplase, que deve ser administrada dentro da janela terapêutica (geralmente até 4,5 horas do início dos sintomas).
A pressão arterial deve ser monitorada e controlada, mas não reduzida agressivamente, a menos que esteja acima dos limites para trombólise (PA > 185/110 mmHg) ou haja outras indicações específicas, para evitar hipoperfusão cerebral.
As contraindicações incluem tempo de início dos sintomas desconhecido ou > 4,5 horas, AVC hemorrágico, sangramento ativo, cirurgia recente, trauma craniano recente, uso de anticoagulantes com INR elevado, entre outros.
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