Partograma: Diagnóstico da Parada Secundária da Descida

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Avalie o partograma abaixo e assinale o diagnóstico correto.

Alternativas

  1. A) Paradasecundária da descida
  2. B) Período pélvico prolongado
  3. C) Parto taquitócico
  4. D) Distócia funcional
  5. E) Parada secundária da dilatação

Pérola Clínica

Parada secundária da descida = ausência de descida fetal por ≥ 1h na fase ativa do 2º estágio.

Resumo-Chave

A parada secundária da descida é diagnosticada quando não há progressão da apresentação fetal (descida) por um período mínimo de uma hora na fase ativa do segundo estágio do trabalho de parto, após dilatação completa e contrações adequadas. É uma forma de distócia de descida.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento da progressão do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de distócias. A avaliação contínua da dilatação cervical e da descida da apresentação fetal é crucial para intervir adequadamente e prevenir complicações maternas e fetais. A parada secundária da descida é uma forma de distócia do segundo estágio do trabalho de parto, caracterizada pela ausência de progressão da apresentação fetal por um período mínimo de uma hora, após a dilatação cervical estar completa e com contrações uterinas adequadas. Suas causas podem incluir desproporção céfalo-pélvica, má-posição fetal ou contrações uterinas ineficazes. O manejo da parada secundária da descida exige uma avaliação cuidadosa para determinar a causa subjacente. As opções incluem otimização das contrações com ocitocina, rotação manual da cabeça fetal ou, se a progressão não for alcançada ou houver sinais de sofrimento fetal, o parto operatório (fórceps, vácuo extrator ou cesariana). O reconhecimento precoce é vital para a segurança da mãe e do bebê.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar a parada secundária da descida?

O diagnóstico de parada secundária da descida é feito quando não há progressão da apresentação fetal por pelo menos uma hora durante a fase ativa do segundo estágio do trabalho de parto, com dilatação cervical completa.

Qual a conduta inicial diante de uma parada secundária da descida?

A conduta inicial envolve reavaliar as condições maternas e fetais, a adequação das contrações uterinas e a pelve materna. Pode-se considerar a amniotomia, ocitocina para otimizar contrações ou, se necessário, parto operatório.

Como diferenciar parada secundária da descida de período pélvico prolongado?

A parada secundária da descida refere-se especificamente à ausência de progressão da descida fetal, enquanto o período pélvico prolongado é a duração excessiva do segundo estágio do trabalho de parto, que pode incluir ou não uma parada da descida.

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