UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Avalie os casos clínicos, abaixo, para responder á questão.Caso 1: Mulher, 48 anos, hipertensa grau 1, em uso monoterapia anti-hipertensiva, evoluiu com edema de membros inferiores bilateral. Caso 2: Homem, 38 anos, apresentou hiperuricemia e crise de gota após introdução de uma medicação para controle pressórico. Caso 3: Mulher, 45 anos, obesa e diabética, em uso do mesmo medicamento há 12 anos, apresenta-se com hipovitaminose B12.Os medicamentos que apresentam, respectivamente, maior probabilidade de estar implicados na gênese dos efeitos colaterais destacados acima, são:
Anlodipino → edema MMII; Hidroclorotiazida → hiperuricemia/gota; Metformina → hipovitaminose B12.
É fundamental conhecer os efeitos adversos comuns de medicamentos amplamente utilizados. O anlodipino (bloqueador de canal de cálcio) é conhecido por causar edema de membros inferiores. Diuréticos tiazídicos como a hidroclorotiazida podem elevar o ácido úrico e precipitar crises de gota. A metformina, um antidiabético oral, pode levar à deficiência de vitamina B12 com uso prolongado.
A farmacologia clínica é um pilar fundamental na prática médica, e o conhecimento dos efeitos adversos dos medicamentos é tão importante quanto o das suas indicações. Muitos pacientes utilizam medicações cronicamente para condições prevalentes como hipertensão e diabetes, tornando essencial que o médico esteja apto a reconhecer e manejar os efeitos colaterais. A compreensão desses eventos adversos permite uma melhor adesão ao tratamento e a prevenção de complicações. O anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio amplamente prescrito para hipertensão e angina, é conhecido por causar edema de membros inferiores, um efeito dose-dependente que resulta da vasodilatação arterial periférica. A hidroclorotiazida, um diurético tiazídico, é eficaz no controle da pressão arterial, mas pode levar à hiperuricemia e precipitar crises de gota, devido à sua interferência na excreção renal de ácido úrico. Ambos são exemplos clássicos de efeitos adversos que devem ser monitorados. No contexto do diabetes mellitus tipo 2, a metformina é a primeira linha de tratamento, mas seu uso prolongado tem sido associado à hipovitaminose B12. Este efeito adverso, embora geralmente assintomático, pode levar a anemia megaloblástica e neuropatia se não for identificado e tratado. A vigilância para esses efeitos colaterais, através de exames laboratoriais periódicos e uma anamnese detalhada, é crucial para a segurança do paciente e para otimizar o plano terapêutico, garantindo que os benefícios do tratamento superem os riscos.
O anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico, causa vasodilatação arterial periférica. Essa vasodilatação preferencialmente arterial, sem venodilatação compensatória, leva a um aumento da pressão hidrostática capilar, resultando em extravasamento de fluido e edema de membros inferiores.
A hidroclorotiazida, um diurético tiazídico, pode causar hiperuricemia ao diminuir a excreção renal de ácido úrico. O aumento dos níveis séricos de ácido úrico pode levar à formação de cristais de urato monossódico nas articulações, precipitando crises agudas de gota.
O uso prolongado de metformina pode levar à deficiência de vitamina B12. O mecanismo exato não é totalmente compreendido, mas acredita-se que a metformina interfira na absorção intestinal da B12, possivelmente alterando a função do fator intrínseco ou a motilidade intestinal. Recomenda-se monitorar os níveis de B12 em pacientes em uso crônico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo