UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Na assistência pré-natal à gestante de alto-risco impõe-se o estudo propedêutico da vitalidade fetal. Sobre esse tema é(são) incorreto(s) o(s) item(ns):A) a presença de variabilidade da frequência cardíaca fetal está relacionada ao sistema nervoso central e a forma oscilatória tipo 1 tem amplitudes entre 5-10 batimentos por minuto e podem ser observadas em fetos submetidos à asfixia ou fetos em repouso fisiológico ( sono fetal ).B) no estudo do perfil biofísico fetal admite-se que as atividades reflexas que se tornam primeiramente ativas no desenvolvimento do concepto são as primeiras a desaparecer uma vez presente um ambiente de asfixia.C) no estudo Doppler das artérias uterinas é possível predizer a evolução da gestante para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia e essa análise depende da intensidade em que ocorre as ondas de migração trofoblástica.
No perfil biofísico fetal, atividades reflexas tardias são as primeiras a desaparecer na asfixia fetal.
A avaliação da vitalidade fetal é crucial em gestações de alto risco. No perfil biofísico fetal, a sequência de desaparecimento das atividades biofísicas em caso de hipóxia é inversa à sua ordem de aparecimento no desenvolvimento fetal. As funções mais complexas e tardias (como movimentos respiratórios e tônus) são as mais sensíveis à asfixia e desaparecem primeiro.
A avaliação da vitalidade fetal é um pilar fundamental na assistência pré-natal de gestantes de alto risco, visando identificar precocemente sinais de comprometimento fetal e intervir para otimizar os desfechos. Métodos como a cardiotocografia, o perfil biofísico fetal e o Doppler são amplamente utilizados. A compreensão de seus princípios e interpretação é essencial para a prática obstétrica, especialmente em cenários de risco como pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino e diabetes gestacional. A variabilidade da frequência cardíaca fetal (FCF) é um indicador sensível da função do sistema nervoso central fetal, refletindo a oxigenação e o bem-estar. A forma oscilatória tipo 1, com amplitudes entre 5-10 batimentos por minuto, é considerada normal, mas pode ser reduzida em estados de sono fetal ou, patologicamente, em asfixia. O perfil biofísico fetal integra múltiplos parâmetros biofísicos, e a sequência de seu desaparecimento em um ambiente de asfixia é crucial: as atividades mais complexas e que surgem mais tardiamente no desenvolvimento (como movimentos respiratórios e tônus) são as primeiras a serem comprometidas pela hipóxia. O estudo Doppler das artérias uterinas é uma ferramenta valiosa para predizer o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal. Alterações no fluxo sanguíneo uterino, como alta resistência e presença de incisura protodiastólica, refletem uma inadequada invasão trofoblástica e remodelação das artérias espiraladas, que são eventos fisiopatológicos centrais na gênese dessas condições. A interpretação correta desses exames permite um manejo mais individualizado e oportuno da gestação de alto risco.
A variabilidade da frequência cardíaca fetal (FCF) é um indicador direto da integridade e maturação do sistema nervoso central (SNC) fetal. A variabilidade normal reflete a interação entre os sistemas simpático e parassimpático, enquanto a redução da variabilidade pode indicar sono fetal, uso de medicamentos ou, mais preocupantemente, hipóxia fetal.
O perfil biofísico fetal avalia cinco parâmetros: tônus fetal, movimentos fetais, movimentos respiratórios fetais, volume de líquido amniótico e reatividade da FCF (cardiotocografia). Cada parâmetro recebe uma pontuação, e a soma indica o bem-estar fetal, sendo um preditor de asfixia e desfechos adversos.
O Doppler das artérias uterinas avalia a resistência ao fluxo sanguíneo útero-placentário. Um fluxo de alta resistência, com a presença de incisura protodiastólica, indica uma falha na invasão trofoblástica e na remodelação das artérias espiraladas, sendo um marcador precoce de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal.
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