USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2020
Segundo o Sistema Único de Saúde (SUS), qual é um dos objetivos das agências de Avaliação de Tecnologias em Saúde?
ATS no SUS → assegurar tecnologias seguras, efetivas e eficientes.
As agências de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) no SUS têm como objetivo primordial garantir que as novas tecnologias incorporadas ao sistema sejam seguras para os pacientes, efetivas em seus resultados clínicos e eficientes em termos de custo-benefício, otimizando o uso dos recursos públicos.
A Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) é um processo sistemático e multidisciplinar que analisa as implicações clínicas, econômicas, sociais e éticas da aplicação de uma tecnologia em saúde. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), a ATS desempenha um papel estratégico e fundamental para a tomada de decisões sobre a incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias, garantindo a racionalidade e a equidade no acesso. O principal objetivo das agências de ATS no SUS, como a CONITEC, é assegurar que as tecnologias incorporadas sejam seguras, efetivas e eficientes. A segurança refere-se à minimização de riscos e danos aos pacientes; a efetividade diz respeito à capacidade da tecnologia de produzir os resultados esperados em condições reais de uso; e a eficiência avalia a relação custo-benefício, buscando o melhor resultado com o uso otimizado dos recursos disponíveis. Essa avaliação rigorosa é essencial para a sustentabilidade do SUS, pois evita a incorporação de tecnologias desnecessárias, ineficazes ou excessivamente caras, que poderiam comprometer a qualidade do atendimento e a alocação de recursos para outras áreas prioritárias. A ATS, portanto, é um pilar para a gestão da saúde pública baseada em evidências, beneficiando diretamente a população e os profissionais de saúde.
A ATS é crucial para o SUS garantir que as decisões sobre a incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde sejam baseadas em evidências científicas, promovendo a segurança do paciente, a efetividade clínica e a eficiência na alocação de recursos públicos.
A ATS avalia principalmente a segurança (ausência de danos), a efetividade (capacidade de produzir resultados desejados em condições reais) e a eficiência (melhor relação custo-benefício) das tecnologias, além de aspectos éticos e sociais.
No Brasil, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) é o principal órgão responsável por assessorar o Ministério da Saúde nas decisões relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde no SUS, com base nas avaliações da ATS.
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