SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026
Em um estudo de avaliação econômica em saúde, a introdução de uma nova terapia para insuficiência cardíaca crônica resultou em ganho de 2,1 QALYs por paciente em comparação ao tratamento convencional. Com base nesse achado, é correto afirmar que:
QALY = (Anos de vida ganhos) × (Qualidade de vida/utilidade) em uma única métrica.
O QALY é a unidade padrão em análises de custo-utilidade, permitindo comparar intervenções diferentes ao ponderar a sobrevida pela qualidade de vida percebida (utilidade).
A avaliação econômica em saúde é fundamental para a gestão de recursos escassos em sistemas públicos e privados. O QALY (Quality-Adjusted Life Year) surge como uma métrica multidimensional que resolve o dilema de comparar intervenções que aumentam a sobrevida com aquelas que apenas melhoram a qualidade de vida. Na insuficiência cardíaca, por exemplo, uma droga pode não reduzir a mortalidade drasticamente, mas melhorar significativamente a classe funcional (NYHA), o que se reflete em ganho de QALY. Ao utilizar o QALY, gestores podem calcular a Razão de Custo-Efetividade Incremental (ICER), determinando quanto custa cada QALY adicional ganho com a nova tecnologia. Isso orienta se a intervenção está dentro do limiar de disposição a pagar do sistema de saúde, garantindo que o investimento traga o maior benefício possível para a população assistida.
Um QALY representa um ano de vida vivido em saúde perfeita. Se a saúde for inferior à perfeita, o valor é menor que 1. Se o estado for óbito, o valor é 0. Estados de saúde considerados piores que a morte podem, em modelos teóricos, assumir valores negativos. É uma métrica que permite normalizar diferentes desfechos clínicos para uma base comum de comparação.
A análise de custo-efetividade mede resultados em unidades clínicas naturais, como milímetros de mercúrio (mmHg) de pressão arterial ou anos de vida salvos. A análise de custo-utilidade é um tipo específico de análise de custo-efetividade que utiliza o QALY como medida de desfecho, permitindo comparar doenças e tratamentos completamente distintos sob uma mesma ótica de benefício social.
O cálculo envolve multiplicar o tempo de sobrevida esperado em um determinado estado de saúde pelo peso de utilidade (preferência) atribuído a esse estado. Esses pesos de utilidade são geralmente obtidos através de questionários validados, como o EQ-5D, onde a população ou pacientes atribuem valores de 0 a 1 para diferentes níveis de mobilidade, dor, autocuidado e ansiedade.
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