Testes Vestibulares: Dix-Hallpike, Romberg e Marcha

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026

Enunciado

Uma paciente, sexo feminino, 50 anos, hipertensa, chega a unidade de saúde da família, amparada por sua filha, em busca de consulta com seu médico de família em consequência de tontura iniciada há 2 dias. Durante a consulta ela relata que se a filha não lhe apoiar, ela cai e que quando fecha os olhos, a tontura piora. Ao realizar o exame físico, o médico deverá lançar mão dos testes para diagnóstico diferencial da causa da tontura. Numere a segunda coluna de acordo com a primeira associando a técnica de cada teste: 1. Teste de Dix-Hallpike. 2. Teste de Romberg. 3. Teste de Babinsky Weil. 4. Teste de Unterberger. 5. Teste do Nistagmo. ( ) O paciente anda com os olhos fechados sem sair do lugar por 1 minuto ou 90 passos. ( ) O paciente anda pra frente (5 ou 6 passos) e volta de costas com os olhos fechados. ( ) O paciente deita com a cabeça fora da maca, que é virada a 45° para o lado a ser avaliado. ( ) O paciente deve seguir o dedo do examinador com olhos para a direita e para a esquerda. ( ) O paciente aproxima os pés deixando os braços ao longo do corpo e fecha os olhos. Assinale a alternativa com a associação correta:

Alternativas

  1. A) 4-3-1-5-2.
  2. B) 4-3-5-1-2.
  3. C) 1-3-5-4-2.
  4. D) 1-4-3-2-5.
  5. E) 5-4-3-2-1.

Pérola Clínica

Dix-Hallpike = VPPB; Romberg = Propriocepção; Unterberger/Babinsky-Weil = Desvio vestibular.

Resumo-Chave

O exame físico da tontura diferencia causas periféricas de centrais através de testes de equilíbrio estático, dinâmico e manobras de provocação de nistagmo.

Contexto Educacional

A tontura é uma queixa extremamente comum na atenção primária e requer uma abordagem sistemática para diferenciar vertigem (ilusão de movimento) de desequilíbrio, pré-síncope ou tontura inespecífica. O sistema de equilíbrio depende da integração de informações visuais, proprioceptivas e vestibulares no tronco encefálico e cerebelo. Testes como o de Romberg focam na exclusão da visão para testar a integridade das outras duas vias. As manobras de marcha (Unterberger e Babinsky-Weil) são fundamentais para detectar assimetrias no tônus vestibular. A correta execução dessas técnicas permite ao médico de família localizar a lesão (periférica vs. central) e direcionar o tratamento ou encaminhamento especializado. A VPPB, por exemplo, é a causa mais comum de vertigem periférica e pode ser diagnosticada e tratada na própria consulta através das manobras de Dix-Hallpike e Epley, evitando exames de imagem dispendiosos e desnecessários.

Perguntas Frequentes

O que avalia o teste de Dix-Hallpike?

O teste de Dix-Hallpike é o padrão-ouro para o diagnóstico da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), especificamente envolvendo o canal semicircular posterior. O examinador vira a cabeça do paciente a 45 graus para o lado testado e o deita rapidamente com a cabeça pendente a cerca de 20 a 30 graus abaixo da horizontal. O teste é considerado positivo se houver o desencadeamento de nistagmo posicional (geralmente vertical-torcional para cima) com uma latência de alguns segundos e duração menor que um minuto, apresentando fatigabilidade em repetições sucessivas. A direção do nistagmo ajuda a identificar o canal afetado, permitindo a posterior realização da manobra de reposicionamento de Epley.

Qual a diferença entre os testes de Romberg e Unterberger?

O teste de Romberg avalia o equilíbrio estático e a integridade das vias proprioceptivas e vestibulares; o paciente fica parado com os pés juntos e fecha os olhos, sendo positivo se houver oscilação ou queda. Já o teste de Unterberger (ou Fukuda) avalia o equilíbrio dinâmico e o tônus vestibular; o paciente marcha sem sair do lugar (cerca de 50 a 100 passos) com os olhos fechados e braços estendidos. Um desvio lateral superior a 30-45 graus ou um deslocamento para frente maior que um metro no Unterberger sugere hipofunção vestibular ipsilateral ao lado do desvio, sendo uma ferramenta útil para localizar lesões periféricas unilaterais.

Como interpretar o teste de Babinsky-Weil?

Também conhecido como marcha em estrela, o teste de Babinsky-Weil consiste em pedir ao paciente para caminhar para frente (5 ou 6 passos) e voltar de costas repetidamente com os olhos fechados. Em pacientes com lesão vestibular periférica unilateral, observa-se um desvio sistemático para o lado lesado ao caminhar para frente e para o lado oposto ao caminhar para trás. Com as sucessivas repetições, a trajetória do paciente desenha uma figura que lembra uma estrela. Este teste é sensível para detectar assimetrias vestibulares dinâmicas que podem não ser evidentes no equilíbrio estático, auxiliando na diferenciação entre tonturas de origem vestibular e outras causas de desequilíbrio.

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