UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2018
Mulher, 24a, é encaminhada ao hospital de referência após capotamento em alta velocidade na estrada. Exame físico: consciente, orientada e hemodinamicamente estável.No outro serviço, referiu dor no pescoço, sendo realizado tomografia da coluna cervical: Além de solicitar avaliação de especialidade deve-se:
Paciente politraumatizado estável com lesão cervical → realizar avaliação secundária completa para descartar outras lesões.
Mesmo com TC cervical já realizada e paciente hemodinamicamente estável, a avaliação secundária completa é indispensável no trauma. Lesões em outras regiões (tórax, abdome, coluna toracolombar) podem ser inicialmente assintomáticas e ter consequências graves se não identificadas precocemente.
A avaliação do paciente politraumatizado é um pilar fundamental da medicina de emergência, regida por protocolos como o ATLS. Após a estabilização inicial na avaliação primária e a identificação de lesões que ameaçam a vida, a avaliação secundária se torna crucial. Este estágio envolve um exame físico detalhado da cabeça aos pés, a fim de identificar todas as lesões, mesmo aquelas que não são imediatamente óbvias ou que não foram o foco inicial da queixa do paciente. Em casos de trauma de alta energia, como acidentes automobilísticos, a probabilidade de lesões múltiplas é elevada, e a negligência de qualquer área pode levar a diagnósticos perdidos com consequências graves.
A avaliação segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), que consiste em avaliação primária (ABCDE), reanimação, avaliação secundária (exame físico completo da cabeça aos pés, história SAMPLE) e tratamento definitivo. A avaliação secundária é crucial para identificar lesões não evidentes inicialmente.
Em traumas de alta energia, como capotamentos, é comum a ocorrência de múltiplas lesões. Uma lesão cervical não exclui a presença de fraturas em outras partes da coluna, lesões torácicas (pneumotórax, hemotórax) ou abdominais (lesões de órgãos sólidos ou ocos), que podem ser inicialmente assintomáticas e evoluir para quadros graves.
O choque neurogênico é uma complicação do trauma raquimedular acima de T6, caracterizado por hipotensão, bradicardia e vasodilatação periférica devido à perda do tônus simpático. Deve-se suspeitar em pacientes com lesão medular alta que apresentam esses sinais, diferenciando-o do choque hipovolêmico pela ausência de taquicardia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo