INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
A avaliação secundária inclui a identificação e o tratamento inicial das seguintes lesões com risco potencial à vida:
Avaliação secundária trauma: busca lesões POTENCIALMENTE fatais não identificadas na primária (ex: ruptura aorta/diafragma).
A avaliação secundária no trauma, realizada após a estabilização inicial e tratamento das lesões que ameaçam a vida imediatamente, foca na identificação de lesões que, embora não causem morte imediata, podem se tornar fatais se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente.
A avaliação do paciente traumatizado segue uma abordagem sistemática, geralmente guiada pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS), dividida em avaliação primária e secundária. A avaliação primária foca na identificação e tratamento imediato de lesões que ameaçam a vida (ABCDE), enquanto a avaliação secundária é uma análise mais detalhada e completa. A avaliação secundária ocorre após a estabilização do paciente e o tratamento das lesões primárias. Seu objetivo é identificar todas as lesões, incluindo aquelas que, embora não causem morte imediata, possuem um risco potencial à vida se não forem diagnosticadas e tratadas em tempo hábil. Isso envolve um exame físico completo da cabeça aos pés, coleta de história detalhada (AMPLE) e exames complementares. Lesões como ruptura traumática da aorta, ruptura diafragmática, contusão miocárdica significativa, lesões de vísceras ocas e fraturas pélvicas instáveis são exemplos de condições que podem ser identificadas na avaliação secundária e que exigem intervenção rápida para prevenir morbimortalidade. A falha em reconhecê-las pode levar a complicações graves e óbito tardio.
O objetivo principal é identificar todas as lesões, especialmente aquelas que, embora não ameacem a vida imediatamente, podem se tornar fatais se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente.
Na avaliação primária (ABCDE), são identificadas lesões como obstrução de via aérea, pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto, hemotórax maciço, tamponamento cardíaco e choque hipovolêmico.
A suspeita ocorre em traumas de alta energia, especialmente desaceleração. Sinais podem incluir dor torácica, assimetria de pulsos, sopro em região precordial ou interescapular, e achados radiográficos como alargamento de mediastino.
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