SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Na avaliação pré-operatória, são fatores considerados do alto risco, exceto:
Fatores de alto risco cirúrgico incluem IC grave, estenose aórtica importante, IAM recente (<1 mês) e cirurgia de emergência.
A avaliação pré-operatória visa identificar e otimizar fatores de risco para reduzir complicações. Condições cardíacas graves e eventos isquêmicos recentes representam alto risco devido ao estresse hemodinâmico e inflamatório da cirurgia.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental na prática médica, visando identificar e estratificar o risco de complicações perioperatórias. O objetivo é otimizar as condições do paciente antes da cirurgia, minimizando morbidade e mortalidade. Fatores de alto risco são aqueles que aumentam substancialmente a probabilidade de eventos adversos graves, especialmente cardiovasculares. Entre os fatores de alto risco, destacam-se as condições cardíacas descompensadas, como insuficiência cardíaca grave (NYHA III ou IV) e estenose aórtica importante, que limitam a capacidade do coração de lidar com o estresse hemodinâmico da cirurgia. O infarto agudo do miocárdio recente, especialmente se ocorrido há menos de um mês, confere um risco elevado de reinfarto perioperatório, sendo recomendado adiar a cirurgia eletiva. Além das condições cardíacas, a natureza da cirurgia também influencia o risco. Cirurgias de emergência, por exemplo, impedem a preparação adequada do paciente, aumentando o risco independentemente de outras comorbidades. A elevação das transaminases, embora indique lesão hepática, por si só, sem outros sinais de insuficiência hepática grave ou coagulopatia, geralmente não é classificada como um fator de "alto risco" comparável às condições cardiovasculares mencionadas.
Insuficiência cardíaca descompensada (grau III/IV), estenose aórtica grave, arritmias complexas e infarto agudo do miocárdio recente (menos de 6 meses, especialmente <1 mês) são consideradas de alto risco.
O IAM recente aumenta significativamente o risco de reinfarto perioperatório devido à instabilidade da placa, inflamação sistêmica e maior demanda miocárdica durante a cirurgia, sendo ideal aguardar pelo menos 4-6 semanas.
Cirurgias de emergência impedem a otimização pré-operatória de comorbidades, aumentando o risco de complicações cardiovasculares, pulmonares e infecciosas, independentemente da condição do paciente.
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