Osteoporose: Avaliação do Risco de Fratura e Densitometria

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2022

Enunciado

Uma paciente de 72 anos de idade possui diagnóstico de osteoporose há um ano, em tratamento, e histórico de fratura de quadril há cerca de sete meses. Procurou atendimento na equipe Estratégia Saúde da Família (ESF) por ter apresentado torção do tornozelo direito em sua caminhada matinal, com queixa de intensa dor local e dificuldade para deambular. Ao exame físico, demonstra dor à palpação, limitação da movimentação articular e discreto edema local. Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.Considerando o histórico prévio de fraturas dessa paciente, e possivelmente outra fratura atual, é importante orientar medidas que reduzam risco de novas lesões, sendo a densitometria óssea o melhor indicador para o risco.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Risco de fratura em osteoporose → multifatorial; densitometria óssea = densidade, não risco absoluto.

Resumo-Chave

A densitometria óssea avalia a densidade mineral óssea (DMO), sendo um fator de risco para fraturas, mas não o único nem o melhor indicador isolado do risco global de novas fraturas. Outros fatores clínicos, como histórico de quedas e fraturas prévias, são cruciais na avaliação do risco.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, do risco de fraturas. É uma condição comum em idosos, especialmente mulheres pós-menopausa, com alta morbidade e mortalidade associadas às fraturas, principalmente de quadril, coluna e punho. A identificação e manejo do risco de fraturas são fundamentais na prática clínica. A fisiopatologia da osteoporose envolve um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea, com predomínio da reabsorção. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea, que mede a DMO e classifica a osteoporose com base no T-score. No entanto, o risco de fratura é multifatorial, e a DMO é apenas um dos componentes. Fatores clínicos como idade, fraturas prévias por fragilidade, histórico familiar, uso de glicocorticoides, tabagismo e consumo de álcool são igualmente importantes. Ferramentas como o FRAX integram esses fatores para uma avaliação de risco mais abrangente. O tratamento da osteoporose e a prevenção de fraturas incluem medidas não farmacológicas, como exercícios de fortalecimento e equilíbrio para prevenir quedas, adequação da ingestão de cálcio e vitamina D, e cessação de tabagismo e álcool. O tratamento farmacológico, com bisfosfonatos, denosumabe, teriparatida, entre outros, é indicado para pacientes com alto risco de fratura. A orientação sobre a redução do risco de quedas é crucial, especialmente em idosos com histórico de fraturas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para fraturas em pacientes com osteoporose?

Além da baixa densidade mineral óssea, fatores como idade avançada, histórico de fraturas prévias, quedas recentes, uso de glicocorticoides, tabagismo e consumo excessivo de álcool são cruciais.

Qual o papel da densitometria óssea na avaliação do risco de fratura?

A densitometria óssea mede a densidade mineral óssea (DMO), um componente importante do risco de fratura. No entanto, ela não reflete o risco global sozinha, que deve incluir fatores clínicos.

Como o FRAX se relaciona com a densitometria óssea na avaliação de risco?

O FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) é uma ferramenta que integra a DMO do colo do fêmur com outros fatores clínicos para calcular a probabilidade de fratura em 10 anos, oferecendo uma avaliação de risco mais completa.

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