Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Um homem de 64 anos, apresentando hérnia inguinal dolorosa durante a prática de tênis, hipertensão arterial controlada e histórico de infarto do miocárdio há 4 anos, seguido de angioplastia, permanecendo assintomático desde então. Ao considerar os exames pré-operatórios para a correção da hérnia, quais são os mais usuais e essenciais para avaliação do risco cirúrgico?
Avaliação pré-operatória para cirurgia de baixo risco em paciente estável com cardiopatia prévia → anamnese, exame físico, ECG e exames laboratoriais de rotina.
Para cirurgias de baixo risco como a correção de hérnia inguinal em pacientes com doença cardíaca estável e bem controlada (IAM prévio > 6 meses, angioplastia), a avaliação pré-operatória padrão inclui anamnese, exame físico, eletrocardiograma e exames laboratoriais básicos. Exames mais complexos são reservados para pacientes com sintomas ou risco elevado.
A avaliação pré-operatória visa identificar fatores de risco e otimizar o paciente para o procedimento cirúrgico, minimizando complicações. Em pacientes idosos ou com comorbidades, como hipertensão e doença cardíaca prévia, essa avaliação é crucial para estratificar o risco cirúrgico. Para cirurgias de baixo risco (como correção de hérnia inguinal) em pacientes com doença cardíaca estável (infarto há mais de 6 meses, angioplastia sem sintomas), a avaliação padrão inclui anamnese detalhada, exame físico completo, eletrocardiograma (ECG) e exames laboratoriais básicos (hemograma, coagulograma, função renal e hepática, glicemia). Exames mais invasivos ou caros, como ecocardiograma, teste de esforço ou cintilografia miocárdica, são indicados apenas se houver sintomas cardíacos recentes, alterações significativas no ECG, ou se o paciente for submetido a cirurgia de alto risco. A decisão deve ser individualizada, focando na relevância clínica dos achados para o tipo de cirurgia e evitando exames desnecessários.
Os exames essenciais de rotina incluem anamnese detalhada, exame físico completo, eletrocardiograma (ECG) e exames laboratoriais básicos como hemograma, coagulograma, função renal, glicemia e eletrólitos, conforme a idade e comorbidades do paciente.
Exames cardíacos adicionais (como ecocardiograma ou teste de esforço) são indicados se o paciente apresentar sintomas cardíacos recentes, alterações significativas no ECG, ou se for submetido a cirurgia de alto risco, especialmente se o infarto ocorreu há menos de 6 meses.
A hipertensão arterial bem controlada não aumenta significativamente o risco cirúrgico. No entanto, a hipertensão não controlada pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares perioperatórios, sendo importante otimizar a pressão arterial antes da cirurgia.
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