HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Um paciente de 68 anos, masculino, assintomático, foi submetido a colonoscopia com biópsia há cerca de 2 semanas, que evidenciou adenocarcinoma de cólon direito. Na ocasião, ele apresentou episódio de angina durante a recuperação e necessitou de observação clínica intra-hospitalar por 24 horas. Ele é obeso, sedentário e dislipidêmico. Qual deve ser a conduta antes da cirurgia?
Angina recente + fatores de risco cardiovascular pré-cirurgia → teste não invasivo para isquemia miocárdica.
Um paciente com adenocarcinoma de cólon que apresentou angina há 2 semanas e possui múltiplos fatores de risco cardiovascular (idade, obesidade, dislipidemia, sedentarismo) tem risco cardíaco elevado para cirurgia. É mandatório realizar uma avaliação cardiológica aprofundada, incluindo um teste não invasivo para isquemia miocárdica, antes do procedimento cirúrgico.
A avaliação pré-operatória cardíaca é um componente crítico no planejamento de cirurgias não cardíacas, especialmente em pacientes idosos ou com comorbidades. O objetivo é identificar e otimizar pacientes com risco elevado de eventos cardiovasculares perioperatórios, como infarto do miocárdio, arritmias graves, insuficiência cardíaca ou morte cardíaca. Fatores como idade avançada, doença coronariana prévia, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes e doença renal crônica aumentam significativamente esse risco. No caso apresentado, o paciente possui múltiplos fatores de risco cardiovascular (idade, obesidade, dislipidemia, sedentarismo) e um evento recente de angina, o que o classifica como de alto risco. A presença de angina, mesmo que controlada, exige uma investigação mais aprofundada da isquemia miocárdica. Testes não invasivos, como o teste ergométrico, ecocardiograma de estresse ou cintilografia miocárdica, são as ferramentas iniciais para avaliar a presença e a extensão da isquemia. A conduta correta envolve a estratificação de risco e a otimização clínica. A realização de um teste cardiológico não invasivo para isquemia é o passo inicial e minimamente necessário para guiar a decisão sobre a necessidade de intervenções adicionais ou modificações no plano cirúrgico. A cineangiocoronariografia (teste invasivo) não é indicada de rotina e deve ser considerada apenas se os testes não invasivos revelarem isquemia extensa ou de alto risco, ou em situações de angina instável refratária, onde a revascularização pré-operatória pode ser benéfica. A otimização do tratamento clínico para as comorbidades também é fundamental.
Os principais fatores incluem idade avançada, doença coronariana prévia, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, diabetes mellitus, doença renal crônica, hipertensão arterial, dislipidemia e tabagismo.
É indicado em pacientes com risco intermediário ou alto de eventos cardíacos perioperatórios, especialmente aqueles com sintomas de angina, histórico de doença coronariana ou múltiplos fatores de risco, para avaliar a presença e extensão de isquemia.
A cineangiocoronariografia (teste invasivo) não é rotina pré-operatória. É reservada para pacientes com angina instável de alto risco, infarto agudo do miocárdio recente, ou naqueles com testes não invasivos altamente positivos que indicam doença coronariana grave e passível de revascularização antes da cirurgia não cardíaca.
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