PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Homem de 72 anos, portador de DPOC e hipertensão, encontra se internado em UTI por pneumonia comunitária grave com sepse. Ele está em ventilação mecânica invasiva, em uso de noradrenalina 0,15 mcg/kg/min para manter PAM em torno de 65 mmHg. Durante a monitorização hemodinâmica, é realizado ultrassom point of care (POCUS), que mostra veia cava inferior com colapso inspiratório de aproximadamente 55%. Com base nesse achado, qual a interpretação CORRETA e a conduta mais adequada?
Choque séptico + VMI + noradrenalina + VCI colapsável (>40-50%) → Fluido responsivo = Expansão volêmica cautelosa.
Em pacientes com choque séptico em ventilação mecânica invasiva, a avaliação da colapsabilidade da veia cava inferior por POCUS é uma ferramenta útil para predizer a responsividade a fluidos; um colapso inspiratório > 40-50% geralmente indica que o paciente é fluido responsivo, mas a expansão volêmica deve ser guiada por monitorização clínica e hemodinâmica para evitar sobrecarga.
A avaliação da responsividade a fluidos em pacientes críticos, especialmente aqueles em choque séptico e ventilação mecânica invasiva (VMI), é um desafio clínico. O ultrassom point of care (POCUS) da veia cava inferior (VCI) emergiu como uma ferramenta valiosa para auxiliar nessa decisão. A colapsabilidade da VCI, que reflete as variações da pressão intratorácica e o retorno venoso, pode indicar se o paciente se beneficiará de uma infusão de fluidos. Em pacientes sob VMI, um índice de colapsabilidade da VCI superior a 40-50% geralmente sugere que o paciente é fluido responsivo. No entanto, é crucial interpretar este achado dentro do contexto clínico completo, considerando outros parâmetros hemodinâmicos, a dose de vasopressores e a presença de disfunções cardíacas. A fluidoterapia deve ser sempre guiada e reavaliada continuamente para evitar a sobrecarga hídrica, que pode levar a complicações como edema pulmonar e disfunção orgânica. A decisão de expandir o volume deve ser cautelosa e individualizada, buscando um equilíbrio entre a otimização da perfusão e a prevenção de danos associados ao excesso de fluidos. A monitorização contínua da resposta clínica e hemodinâmica é fundamental para guiar a terapia e garantir os melhores desfechos para o paciente.
Uma veia cava inferior (VCI) com colapso inspiratório significativo (geralmente >40-50%) em pacientes em ventilação mecânica invasiva (VMI) sugere que o paciente é fluido responsivo, ou seja, pode se beneficiar de expansão volêmica.
A avaliação da VCI pode ser limitada em pacientes com pressão intra-abdominal elevada, disfunção ventricular direita, regurgitação tricúspide grave ou em ventilação espontânea, onde o índice de colapsabilidade pode não ser tão fidedigno.
A conduta inicial é a expansão volêmica com cristaloides, guiada por monitorização hemodinâmica e clínica, buscando otimizar a perfusão tecidual e a pressão arterial média, evitando a sobrecarga hídrica.
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