Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
Menina de 6 anos, previamente hígida, vem com história de febre de 39 ºC há 2 dias, tosse produtiva, rinorreia, cansaço progressivo e dor abdominal. Ao exame, está em regular estado geral, afebril, taquidispneica, com estertores e sibilos difusos. Para a sua correta avaliação, o próximo passo a ser realizado é a:
Criança com taquidispneia e sintomas respiratórios → Oximetria de pulso é o 1º passo para avaliar gravidade.
Em crianças com sinais de desconforto respiratório, como taquidispneia, estertores e sibilos, a avaliação da oxigenação através da oximetria de pulso é fundamental para determinar a gravidade do quadro e guiar a conduta inicial, antes mesmo de exames de imagem ou laboratoriais.
O desconforto respiratório é uma das principais causas de atendimento pediátrico de emergência. A avaliação rápida e precisa é crucial para identificar a gravidade e iniciar o tratamento adequado. Condições como bronquiolite, pneumonia e asma são comuns e podem levar a insuficiência respiratória se não forem manejadas prontamente. A prioridade na avaliação de uma criança com desconforto respiratório segue a abordagem ABC (Airway, Breathing, Circulation). A oximetria de pulso é uma ferramenta indispensável para avaliar a função respiratória, fornecendo um indicador objetivo da oxigenação tecidual. Uma saturação de oxigênio abaixo de 92-94% geralmente indica a necessidade de oxigenoterapia. O manejo inicial envolve a estabilização da via aérea, suporte ventilatório se necessário e oxigenoterapia. Exames complementares como radiografia de tórax e hemograma são importantes para o diagnóstico etiológico, mas devem ser realizados após a avaliação e estabilização inicial do paciente, não atrasando medidas de suporte à vida.
Sinais incluem taquipneia, tiragem intercostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose e sibilância/estertores, indicando esforço respiratório aumentado.
A oximetria de pulso fornece uma medida rápida e não invasiva da saturação de oxigênio, indicando a necessidade de suporte ventilatório ou oxigenoterapia para prevenir hipoxemia.
A radiografia de tórax é indicada após a avaliação inicial da oxigenação e estabilização, para confirmar diagnósticos como pneumonia ou avaliar complicações, não como primeiro passo.
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