INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
Para avaliação da reserva funcional ovariana, é correto dosar: I - FSH no terceiro dia do ciclo; II - LH no meio do ciclo; III - FSH no terceiro e décimo dia após uso de citrato clomifeno; IV - progesterona na fase lútea média. Está correto o contido apenas em:
Avaliação reserva ovariana → FSH dia 3 ciclo e Teste Clomifeno (FSH dia 3 e 10).
A dosagem de FSH no 3º dia do ciclo é um marcador basal da reserva ovariana, refletindo a população folicular. O teste de clomifeno avalia a capacidade de resposta ovariana ao estímulo, fornecendo informações adicionais sobre a função folicular e a integridade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário.
A avaliação da reserva funcional ovariana é um pilar fundamental na investigação da infertilidade feminina e no planejamento de tratamentos de reprodução assistida. Ela estima a quantidade e a qualidade dos oócitos remanescentes nos ovários, sendo crucial para aconselhar pacientes sobre suas chances de gravidez e a melhor abordagem terapêutica. A idade da mulher é o principal fator preditor da reserva ovariana, mas outros marcadores hormonais e ultrassonográficos fornecem informações complementares. A fisiologia da reserva ovariana está ligada ao pool de folículos primordiais que diminuem progressivamente ao longo da vida reprodutiva. Marcadores como o FSH basal (dosado no 3º dia do ciclo menstrual) e o hormônio anti-mülleriano (AMH) refletem indiretamente esse pool. O FSH elevado no 3º dia indica uma menor resposta ovariana e, consequentemente, uma reserva diminuída. O teste de citrato de clomifeno, que envolve a dosagem de FSH antes e após a administração de clomifeno, avalia a capacidade de feedback negativo do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, sendo um indicador dinâmico da reserva. A interpretação desses testes é vital para o prognóstico e a escolha do tratamento. Pacientes com baixa reserva ovariana podem necessitar de protocolos de estimulação ovariana mais agressivos ou considerar opções como a doação de óvulos. É importante correlacionar os achados laboratoriais com a idade da paciente e outros fatores clínicos para uma avaliação completa e um plano de manejo individualizado.
Os principais marcadores incluem FSH basal (3º dia do ciclo), estradiol basal, hormônio anti-mülleriano (AMH) e contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal. Cada um oferece uma perspectiva diferente sobre a quantidade e qualidade dos oócitos.
A dosagem de FSH no terceiro dia do ciclo é importante porque, nesse período, os níveis de estradiol e inibina B são naturalmente baixos, permitindo que o FSH reflita de forma mais precisa a capacidade de resposta ovariana e a população folicular remanescente, sem o feedback negativo dos hormônios ovarianos.
O teste de citrato de clomifeno avalia a capacidade de resposta do ovário a um estímulo, medindo o FSH antes e após o uso do clomifeno. Um aumento exagerado do FSH após o clomifeno pode indicar uma reserva ovariana diminuída, pois o ovário necessita de um estímulo maior para recrutar folículos.
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