HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Mulher, 34 anos, vai à consulta médica de rotina. Quando questionada sobre planos de ter filhos, ela responde, assertivamente, que quer tê-los. Entretanto, está em dúvida se engravida logo ou não, pois tem oportunidade de ficar alguns anos no exterior a trabalho. O médico então lhe diz que vai solicitar exames para avaliar sua reserva ovariana, o que vai ajudá-la a decidir sobre seu futuro reprodutivo. Quais exames devem ser solicitados para essa avaliação?
Reserva ovariana → AMH e CFA são os melhores marcadores para avaliação da capacidade reprodutiva.
A avaliação da reserva ovariana é crucial para mulheres que planejam a gravidez, especialmente em idade mais avançada ou com dúvidas sobre o timing. O Hormônio Antimulleriano (AMH) e a Contagem de Folículos Antrais (CFA) são os principais marcadores utilizados, fornecendo informações sobre o pool de folículos primordiais e a resposta ovariana.
A avaliação da reserva ovariana é um componente fundamental na consulta de planejamento reprodutivo e na investigação da infertilidade feminina. Ela fornece uma estimativa da quantidade de óvulos restantes nos ovários e da capacidade de resposta ovariana à estimulação, sendo crucial para mulheres que desejam postergar a gravidez ou que buscam tratamentos de reprodução assistida. A compreensão desses marcadores é essencial para aconselhamento adequado e tomada de decisões informadas. Os principais marcadores utilizados para avaliar a reserva ovariana são o Hormônio Antimulleriano (AMH) e a Contagem de Folículos Antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal. O AMH é produzido pelas células da granulosa dos folículos em crescimento e seus níveis séricos correlacionam-se bem com o pool de folículos primordiais. A CFA, por sua vez, quantifica os folículos de 2-10 mm presentes nos ovários, que representam o contingente de folículos recrutáveis para um determinado ciclo. Ambos são considerados os preditores mais confiáveis da resposta ovariana. Outros exames como a dosagem de FSH e estradiol no 3º dia do ciclo, ou o teste do citrato de clomifeno, já foram utilizados, mas são menos sensíveis e específicos que o AMH e a CFA. O prognóstico reprodutivo é diretamente influenciado pela reserva ovariana, e a interpretação conjunta desses exames permite ao médico e à paciente traçar estratégias personalizadas, seja para otimizar as chances de concepção natural ou para planejar intervenções como a criopreservação de óvulos.
Os principais exames são a dosagem sérica do Hormônio Antimulleriano (AMH) e a Ecografia Transvaginal para Contagem de Folículos Antrais (CFA).
O AMH é produzido pelas células da granulosa dos folículos pré-antrais e antrais pequenos, refletindo diretamente o pool de folículos ovarianos. Seus níveis são relativamente estáveis ao longo do ciclo menstrual.
A reserva ovariana diminui progressivamente com a idade, especialmente após os 35 anos, impactando a qualidade e quantidade dos óvulos e, consequentemente, as chances de concepção natural.
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