SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Um paciente, vítima de acidente de moto contra anteparo fixo a 60 km/h, com capacete, foi levado pelos bombeiros à sala de trauma, em prancha longa e com colar cervical. Ao exame físico, apresentava frequência cardíaca (FC) de 110 bpm, pressão arterial (PA) de 100 mmHg × 70 mmHg, bacia estável, fratura exposta em coxa direita, com sangramento e pulsos distais de membro inferior direito diminuídos; havia presença de sangue em orofaringe. Chegou com olhos fechados, porém os abre ao ser chamado pelo nome. Localiza dor quando avaliada sua movimentação e expressa palavras desconexas e confusão mental. Tem equimose palpebral bilateral. À ausculta respiratória, os murmúrios vesiculares são presentes; sem ruídos adventícios. Nesse caso hipotético, a sequência mais adequada para identificação e resolução dos problemas desse paciente, segundo os preceitos da avaliação primaria do ATLS, é
ATLS: ABCDE. Via aérea pérvia (aspirar sangue), oxigênio, acessos IV, controle hemorragia (tamponamento/alinhamento).
A avaliação primária do ATLS (ABCDE) prioriza a identificação e tratamento das condições com risco de vida imediato. Em um paciente com trauma grave, a manutenção da via aérea, controle de sangramento e reposição volêmica são cruciais e devem ser abordados sequencialmente.
O Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece uma abordagem sistemática e padronizada para o atendimento ao paciente traumatizado, priorizando a identificação e o tratamento das lesões que ameaçam a vida. A avaliação primária, baseada no mnemônico ABCDE, é a espinha dorsal desse processo. No caso apresentado, o paciente sofreu um trauma de alta energia e apresenta múltiplos problemas. A prioridade "A" (Via Aérea e Proteção da Coluna Cervical) é crítica, pois a presença de sangue na orofaringe pode obstruir a via aérea. A aspiração é a primeira medida para desobstrução, seguida de oferta de oxigênio. Embora o Glasgow seja 11, a confusão mental e o sangramento na orofaringe indicam risco de comprometimento da via aérea, justificando a intervenção. Na "C" (Circulação e Controle de Hemorragia), a taquicardia e a hipotensão limítrofe, juntamente com a fratura exposta sangrante e pulsos diminuídos, sugerem choque hipovolêmico. A obtenção de acessos venosos periféricos calibrosos e a infusão de cristaloides aquecidos são essenciais. O controle do sangramento da fratura exposta, através de alinhamento e tamponamento, é vital para estabilizar o paciente e melhorar a perfusão do membro. A equimose palpebral bilateral sugere fratura de base de crânio, o que contraindica intubação nasotraqueal.
A avaliação primária, seguindo o mnemônico ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure), visa identificar e tratar rapidamente as lesões que representam risco de vida imediato, estabilizando o paciente.
O GCS avalia o nível de consciência do paciente (abertura ocular, resposta verbal, resposta motora) e é um indicador crucial de lesão cerebral, auxiliando na decisão sobre o manejo da via aérea e na identificação de TCE.
O controle inicial de sangramento em fraturas expostas envolve compressão direta, elevação do membro e, se necessário, alinhamento e imobilização da fratura para reduzir o sangramento e melhorar a perfusão distal.
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