CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023
Mulher, 47 anos, hipertensa, tabagista e sedentária, vem à consulta na UBS com desejo de iniciar atividade física, pois seu irmão, de 52 anos, infartou e está com receio de infartar também. Relatou leve dor no peito de forma ocasional, nos últimos 6 meses, mas acredita que seja de origem muscular. Pai morreu de IAM, aos 43 anos de idade. Relata que se matriculou na aula de dança, porém precisa de atestado. A última consulta dela foi há 13 meses, quando realizou todos os rastreamentos oportunos para idade e condições de saúde, estando todos normais. Que procedimentos o médico deve realizar para liberar a paciente para a atividade física?
Dor torácica + fatores risco CV + história familiar IAM precoce → Teste ergométrico antes de liberar para atividade física.
Pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular, história familiar de doença coronariana precoce e sintomas atípicos (mesmo que leves e ocasionais) devem ser submetidos a uma avaliação mais aprofundada, como o teste ergométrico, antes de iniciar atividade física regular, para estratificar o risco de eventos cardíacos. O rastreamento oportunístico deve ser direcionado às condições de risco da paciente.
A avaliação pré-participação em atividade física é crucial para identificar indivíduos com risco aumentado de eventos cardiovasculares durante o exercício. Em pacientes de meia-idade com múltiplos fatores de risco cardiovascular (hipertensão, tabagismo, sedentarismo), história familiar robusta de doença coronariana precoce e sintomas atípicos, mesmo que leves, a estratificação de risco deve ser aprofundada. O objetivo é garantir a segurança do paciente e prevenir eventos adversos. A fisiopatologia subjacente a esses casos envolve a aterosclerose coronariana, que pode ser acelerada pelos fatores de risco e pela predisposição genética. A dor torácica, mesmo que atípica, pode ser um sinal de isquemia miocárdica. O teste ergométrico é uma ferramenta diagnóstica não invasiva que avalia a resposta do sistema cardiovascular ao estresse físico, identificando isquemia induzida por esforço e arritmias. Sua indicação é fundamental para pacientes com risco intermediário a alto, mesmo que se considerem "assintomáticos" em repouso. A conduta correta envolve não apenas a solicitação do teste ergométrico e exames laboratoriais para controle da hipertensão, mas também a educação do paciente sobre a importância da cessação do tabagismo e do controle dos fatores de risco. A liberação para atividade física deve ser feita após a avaliação dos resultados e, se necessário, o início de tratamento específico. O prognóstico melhora significativamente com a modificação do estilo de vida e o manejo adequado das comorbidades.
Os principais fatores incluem hipertensão, tabagismo, sedentarismo, dislipidemia, diabetes, obesidade e história familiar de doença coronariana precoce (IAM em parentes de 1º grau < 55 anos para homens e < 65 anos para mulheres). A presença de sintomas como dor torácica, mesmo que atípica, também é um alerta.
O teste ergométrico é indicado para pacientes assintomáticos com múltiplos fatores de risco cardiovascular, história familiar de doença coronariana precoce, ou aqueles que relatam sintomas atípicos que podem sugerir isquemia, mesmo que leves. Ele ajuda a estratificar o risco e identificar isquemia induzida por esforço.
O rastreamento oportunístico permite identificar e intervir precocemente em condições de saúde relevantes para a idade e fatores de risco do paciente, como hipertensão, diabetes, dislipidemia e câncer. Ele otimiza o tempo da consulta e a adesão do paciente aos cuidados preventivos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo