UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é um modelo assistencial regulamentado e consolidado na APS brasileira. Entre as múltiplas demandas que podem se apresentar na rotina das equipes de saúde, a realização de avaliações para participação de atividade física é uma das mais recorrentes. Tendo isso em vista, no caso de um paciente masculino, 30 anos, sem doenças crônicas prévias, assintomático, que procura o médico da ESF, a conduta a ser tomada é:
Paciente jovem, assintomático, sem comorbidades → exame físico cuidadoso é suficiente para liberação de atividade física.
Para pacientes jovens e assintomáticos, sem fatores de risco ou doenças preexistentes, a avaliação pré-participação para atividade física na Atenção Primária à Saúde (APS) deve focar em uma anamnese detalhada e exame físico completo. Exames complementares de rotina, como ECG ou teste de esforço, não são indicados para essa população de baixo risco.
A avaliação pré-participação para atividade física é uma demanda comum na Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente na Estratégia Saúde da Família (ESF). Seu objetivo principal é identificar indivíduos com risco aumentado de eventos cardiovasculares durante o exercício, permitindo a estratificação de risco e a orientação adequada. Para pacientes jovens, assintomáticos e sem comorbidades, a abordagem deve ser racional e baseada em evidências, evitando a medicalização desnecessária. A diretriz brasileira de cardiologia do esporte e exercício físico orienta que, para indivíduos assintomáticos com baixo risco cardiovascular, uma anamnese completa e um exame físico cuidadoso são suficientes. A anamnese deve investigar sintomas como dor torácica, síncope, dispneia desproporcional ao esforço, palpitações, histórico familiar de morte súbita precoce e doenças cardíacas congênitas. O exame físico deve incluir a aferição da pressão arterial, ausculta cardíaca e pulmonar, e palpação de pulsos. A solicitação indiscriminada de exames complementares, como eletrocardiograma (ECG) ou teste de esforço, para essa população de baixo risco não é recomendada, pois apresenta baixa sensibilidade e especificidade, além de gerar custos e ansiedade desnecessários. A conduta correta visa otimizar os recursos de saúde, focando na prevenção e promoção da saúde através da atividade física segura, sem criar barreiras desnecessárias para a prática.
Pacientes de baixo risco são geralmente jovens, assintomáticos, sem doenças cardiovasculares conhecidas, doenças metabólicas ou renais, e sem fatores de risco significativos para doenças cardiovasculares.
Exames complementares como ECG ou teste de esforço são indicados para pacientes com sintomas, doenças cardiovasculares conhecidas, múltiplos fatores de risco, ou para aqueles que iniciarão atividades de alta intensidade.
A anamnese detalhada é crucial para identificar sintomas, histórico familiar de doenças cardíacas precoces, uso de medicamentos e hábitos de vida que possam aumentar o risco, mesmo em pacientes aparentemente saudáveis.
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