Avaliação Pré-Operatória: Exames e Risco Cirúrgico

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025

Enunciado

De acordo com a avaliação pré-operatória de pacientes cirúrgicos assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Para os pacientes com menos de 45 anos e sem comorbidades não há necessidade de solicitar exames pré-operatórios.
  2. B) É considerado paciente ASA III paciente com doença incapacitante que ameaça constantemente sua vida.
  3. C) Pacientes que sofreram IAM devem aguardar em torno de 12 meses para realizar cirurgias eletivas.
  4. D) A presença de ondas Q ou alterações significativas de ST (elevação ou depressão) não estão associadas ao aumento da incidência de complicações cardíacas perioperatórias segundo o último consenso de cuidados pré-operatórios.

Pérola Clínica

Pacientes < 45 anos sem comorbidades → não necessitam exames pré-operatórios de rotina.

Resumo-Chave

A avaliação pré-operatória deve ser individualizada, focando na estratificação de risco e na otimização das condições clínicas do paciente. Exames complementares de rotina em pacientes jovens e saudáveis não demonstram benefício na redução de complicações.

Contexto Educacional

A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental da segurança do paciente cirúrgico, visando identificar e otimizar condições clínicas que possam aumentar o risco de complicações. Sua importância reside na redução da morbimortalidade perioperatória, especialmente em populações com comorbidades. A abordagem deve ser individualizada, considerando o tipo de cirurgia, o estado de saúde do paciente e os riscos inerentes. O processo diagnóstico envolve a anamnese detalhada, exame físico e, quando indicado, exames complementares. A estratificação de risco, como a classificação ASA, é crucial para categorizar o paciente e guiar a conduta. É essencial suspeitar de condições cardíacas ou pulmonares não diagnosticadas, otimizando o controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes antes do procedimento. O tratamento pré-operatório foca na otimização das condições clínicas, como controle glicêmico, ajuste de medicações e, em alguns casos, intervenções específicas. O prognóstico está diretamente relacionado à adequada estratificação e manejo dos riscos. Pontos de atenção incluem a suspensão de anticoagulantes, o manejo de broncodilatadores e a avaliação nutricional, garantindo que o paciente esteja nas melhores condições possíveis para a cirurgia.

Perguntas Frequentes

Quais pacientes não precisam de exames pré-operatórios de rotina?

Pacientes assintomáticos, com menos de 45 anos e sem comorbidades significativas, geralmente não necessitam de exames pré-operatórios de rotina para cirurgias de baixo risco. A decisão deve ser individualizada pelo médico.

Qual a importância da classificação ASA na avaliação pré-operatória?

A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) estratifica o risco anestésico-cirúrgico do paciente com base em seu estado de saúde geral, auxiliando na tomada de decisão e na previsão de complicações perioperatórias.

Quanto tempo um paciente deve esperar para cirurgia eletiva após um IAM?

Após um infarto agudo do miocárdio (IAM), o tempo ideal para cirurgia eletiva varia, mas geralmente recomenda-se aguardar pelo menos 6 meses para estabilização cardíaca e otimização do tratamento, reduzindo o risco de eventos adversos perioperatórios.

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