IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021
Homem, 35 anos, procura consulta médica para realizar avaliação perioperatória, pois está em programação de realizar herniorrafia inguinal. Faz 5 atividade física de moderada intensidade regularmente, não possui antecedentes patológicos e não faz uso de medicações crônicas. Não há alteração ao exame físico. A conduta correta, quanto à solicitação de exames complementares para avaliação de risco cirúrgico, é:
Paciente ASA I para cirurgia de baixo risco → não necessita de exames complementares de rotina.
Para pacientes jovens, assintomáticos, sem comorbidades (ASA I) e submetidos a cirurgias de baixo risco (como herniorrafia inguinal), a solicitação de exames complementares de rotina não é recomendada pelas diretrizes atuais, pois não altera o manejo nem o desfecho. A avaliação clínica detalhada é suficiente.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental da segurança do paciente, visando identificar e otimizar condições clínicas que possam aumentar o risco de complicações cirúrgicas. No entanto, a solicitação de exames complementares deve ser individualizada e baseada no risco do paciente e no tipo de cirurgia, e não uma rotina indiscriminada. Para pacientes jovens, assintomáticos e sem comorbidades (classificados como ASA I), submetidos a procedimentos de baixo risco, a avaliação clínica detalhada é geralmente suficiente, e exames laboratoriais ou de imagem de rotina não são recomendados pelas principais diretrizes. A justificativa para não solicitar exames em pacientes ASA I para cirurgias de baixo risco reside na baixa probabilidade de encontrar alterações clinicamente significativas que alterem o manejo perioperatório ou melhorem os desfechos. A solicitação excessiva de exames pode levar a resultados falso-positivos, ansiedade para o paciente, atrasos na cirurgia e aumento de custos desnecessários, sem um benefício comprovado. É crucial que o residente compreenda a importância de uma avaliação clínica minuciosa e focada, em vez de uma abordagem padronizada de exames. As diretrizes atuais enfatizam a importância de uma anamnese e exame físico completos para identificar fatores de risco. Somente se houver achados clínicos que sugiram uma condição subjacente ou se o paciente possuir comorbidades conhecidas (ASA II ou superior) ou for submetido a cirurgias de médio/alto risco, exames complementares específicos devem ser solicitados para otimizar a condição do paciente antes do procedimento. A herniorrafia inguinal é considerada uma cirurgia de baixo risco.
Pacientes classificados como ASA I (saudáveis, sem doenças sistêmicas) que serão submetidos a cirurgias de baixo risco (como herniorrafia inguinal, cirurgias de catarata, etc.) geralmente não precisam de exames complementares de rotina, apenas avaliação clínica.
A solicitação indiscriminada de exames de rotina em pacientes de baixo risco não melhora os desfechos cirúrgicos, aumenta os custos, pode gerar resultados falso-positivos e levar a investigações adicionais que atrasam a cirurgia sem benefício real.
Cirurgias de baixo risco são aquelas com taxa de eventos cardíacos menor que 1%, como cirurgias endoscópicas, de catarata, de mama, superficiais e herniorrafias. A avaliação do risco cirúrgico considera o tipo de cirurgia e as comorbidades do paciente.
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